Convocamos todos os educadores da Trilhas (inclusive auxiliares e especialistas) a participarem do WORKSHOP – TEMPO DE APRENDER, que será ministrado pela socióloga e educadora Lourdes Atiè.

Data: 6 de março, das 18h30 às 20h30.

Local: Auditório da Trilhas. 

FABER-CASTELL

PROGRAMA ESCOLAR

TEMPO DE APRENDER

O que é o Programa Escolar

 

A Faber-Castell, por meio de seu Programa Escolar, todos os anos desenvolve uma proposta educativa para atender às escolas particulares e públicas de todo país. O Programa engloba uma ação direta e também distribuição gratuita de materiais exclusivos de apoio aos educadores para serem utilizados em sala de aula. O material educativo tem como finalidade central estimular os professores a desenvolver atividades didáticas com seus alunos. Tais atividades têm como essência a criatividade e a capacidade de pensar e agir na escola de forma lúdica, sem perder de vista o compromisso com a aprendizagem dos alunos. Os conhecimentos trabalhados são para a escola e para a vida.

 

O material, pensado na perspectiva de formação docente, operacionaliza o conceito dos 4 Pilares do Conhecimento, elaborado pela Unesco, sugerindo atividades escolares para os alunos, de todos os segmentos escolares, criadas a partir do compromisso com o aprender para toda vida, o chamado “aprender a aprender”. Como desafio educativo para o século XXI, s atividades sugeridas traduzem esses quatro pilares básicos do conhecimento: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a conviver e aprender a ser.

 

Tema de 2012: TEMPO DE APRENDER

 

Tendo como fio condutor a música Oração ao Tempo, de Caetano Veloso, a proposta deste ano é o tempo. Não qualquer tempo, mas o tempo qualificado e necessário para aprender. O mundo está acelerado demais, as crianças sendo pressionadas desde muito cedo, num mundo cada vez mais cheio de informações. O desafio é saber aprender frente a tantas demandas e para isso acontecer, é preciso tempo. A Faber- Castell entende que, para desenvolver a criatividade e chegar à inovação, dois princípios estruturantes da empresa – é preciso tempo. Para se ter novas ideias, imaginar algo diferente é preciso tempo. Sem tempo para criar, a criança não se expressa na dimensão de seu potencial e passa apenas a copiar algo que será rapidamente descartado. Se não tem tempo, não existe experiência. Apenas vivências que serão rapidamente esquecidas. Por isso, a defesa pelo tempo com qualidade para que todas as crianças possam aprender. Como concretizar isso? Por meio de algumas sugestões contidas na chamada Cartilha Faber-Castell.

 

Desenvolvimento da proposta

 

O conteúdo desenvolvido parte da constatação que a vida contemporânea está muito acelerada e este fato está fazendo mal a todos e, principalmente às crianças que estão cheias de compromissos e tarefas de gente grande e como decorrência, estão apresentando diversas doenças e problemas de aprendizagem, além de deixar de fazer o que é mais importante: brincar.

 

A proposta contém uma breve fundamentação para dar uma panorâmica da problemática mostrando que não é um problema do Brasil, mas do mundo. Em seguida apresenta alternativas para desacelerar, o que não quer dizer, voltar ao tempo passado, mas aprender a viver com sentido, sabendo selecionar e priorizar o que realmente relevante, sem se perder em obrigações desprovidas de sentido.

 

O material é uma proposta de reflexão sobre os aspectos acima assinalados, sem deixar o professor leitor imobilizado, com a sensação que não tem saída. Ao contrário, como todos os anos, a Faber-Castell produz um material para o Programa Escolar mostrando que existe a possibilidade de tornar a escola mais interessante, debatendo seus problemas e buscando saídas por meio da formação docente. Neste sentido, o material contempla o “que fazer”, não como receita, mas como possibilidades que servem para inspirar as aulas de todos os segmentos escolares.

 

Esse fazer, ou seja, atuar de forma protagonista na escola está baseada nos 4 Pilares do Conhecimento. Para cada um dos pilares, um tema foi escolhido para mostrar que é possível ter mais tempo para aprender. São eles:

 

Aprender a conhecer – leitura

  • Para conhecer de verdade é preciso tempo e atenção. A leitura atenta é parte fundamental para que se possa entender aquilo que está sendo lido. Então no pilar aprender a conhecer vamos abordar o que é chamado Slow Reading que significa ler em ritmo reflexivo. Não apenas ler lentamente, mas sim exercer o direito de desacelerar quando se quiser. Este conceito está relacionado ao chamado Movimento Slow , como uma reação ao mundo atribulado que vivemos.

 

Aprender a fazer – consumo

  • Para este pilar, optamos pela discussão sobre o consumismo como uma espécie de doença da contemporaneidade. Sendo o pilar aprender a fazer aquele que trata da competência que nos torna aptos para enfrentar numerosas situações, muitas delas imprevisíveis, a ideia é fazer atividades que promovam uma discussão sobre o sentido do ser e do ter, desencadeando uma reflexão critica sobre o consumismo.

 

Aprender a conviver – sustentabilidade

  • Aprender a viver juntos, como também é conhecido, foi considerado o pilar mais importante pela Comissão da UNESCO porque se refere ao respeito pelo outro e o combate da discriminação. Só assim seremos capazes de construir um mundo de paz. Para isso, é necessário entender que temos um destino comum. Há uma interdependência global e de responsabilidade universal. A Terra e a humanidade possuem um destino comum. Por isso escolhemos falar de sustentabilidade para o desenvolvimento do pilar aprender a conviver, que se refere a nossa relação com o meio ambiente.

 

Aprender a ser – empatia

  • O Pilar aprender a ser refere-se a nossa capacidade de autonomia e de discernimento, acompanhada da responsabilidade pessoal na realização de um destino coletivo. Quanto maior compreensão que cada um tenha de si mesmo, maior será abertura para reconhecer o outro. Para este pilar escolhemos conversar sobre empatia, que consiste em perceber corretamente o marco de referência interno do outro com os significados e componentes emocionais que contém, como se fosse a outra pessoa, em outras palavras, “capacidade de partilhar dos sentimentos e emoções de outra pessoa”.

 

Assim para cada pilar, dentro dos entendimentos acima apresentados, são propostas atividades voltadas para alunos da Educação Básica. As propostas não são receitas para serem seguidas, mas são apenas inspirações para mostrar que é possível fazer uma escola diferente da que temos hoje. Uma escola que se aprende a viver!

 

Lourdes Atiè

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