Durante a infância, é comum que as crianças que estão aprendendo a andar, correr, brincar e pedalar acabem levando tombos e batendo os dentes.

São vários os tipos de traumatismo que podem acontecer com os dentes, tecidos moles (lábio, língua e bochecha), tecido ósseo e de sustentação dental.

As maiores complicações, em casos de trauma, acontecem por falta de atendimento imediato. O controle clínico e radiográfico feito por um profissional é importantíssimo para que se evitem problemas futuros.

Os pais precisam saber que…

– os dentes de leite tem raiz longa e, o permanente, está em fase de formação muito próximo a essa raiz. Assim, no caso de uma intrusão, existe risco do dente permanente ser atingido pela raiz do dente de leite;

– muitas vezes o dente afetado sofre alteração de cor e, cabe ao profissional analisar a necessidade do tratamento de canal, tanto no dente permanente, como no decíduo;

– mesmo os traumas leves nos dentes decíduos precisam de atenção.

Em casos de trauma:

-procurar um dentista imediatamente;

-casos onde há mobilidade da coroa, pode ter ocorrido fratura de raíz;

-quando o dente é avulsionado, ou seja, sai da sua posição normal, quanto mais rápido o reimplante, maiores as chances de sucesso. Em caso de dúvida com relação a esse procedimento, coloque o dente num recipiente com soro, leite, saliva ou água e procure um dentista;

– casos onde houve fratura dental, coloque o fragmento em um recipiente com água, pois dependendo do tamanho,é possível fazer a colagem;

-se houver muito sangramento, procure estancá-lo através de gaze, toalha ou gelo, a fim de ver a origem do sangramento;

-se o dente “sumiu”, é possível que ele tenha sofrido uma intrusão, ou seja, entrado completamente no osso alveolar. Através da radiografia, o dentista irá determinar o tratamento.

É bom lembrar que “com criança todo cuidado é pouco”, porém existem situações que não podem ser evitadas, por isso manter a calma e tentar acalmar a criança é de grande importância para se perceber a gravidade de cada caso!

Este texto é uma contribuição da Dra Adenise Bulgarelli de Castro, especialista em Odontopediatria – CRO 14 381.

Contato – (41) 3353 4433

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