Resenhas de Setembro, 2011

Resenhas de Setembro, 2011

Água sim

Poesia combina com criança, é a mistura perfeita entre fantasia e brincadeira. Isso porque um poema não apenas conta uma história como propõe um jogo com as palavras, mostrando aos pequenos que a escrita pode ser manipulada, que existem associações inusitadas, sonoridades diferentes.

Árvores do Brasil

Árvores do Brasil cada árvore ganhou um poema, uma ilustração e a companhia de um bicho que mantém alguma relação de vida com ela: alimenta-se das frutas e folhas, procura abrigo, ajuda a espalhar sementes ou caça insetos que vivem nos troncos.

No final, o livro traz nomes científicos e textos sobre a altura que podem atingir, principais características e usos das madeiras, como os frutos são consumidos pelo homem, problemas que enfrentam na natureza e outras informações.

Aya de Yopougon

Esqueça tudo o que você já ouviu sobre a África, pois este é um livro que vai mostrar uma outra visão das pessoas que vivem por lá. Em Yop City (é assim que o pessoal chama o bairro de Yopougon), na Costa do Marfim, não se ouve falar de guerra civil, aids ou fome. O que se ouve são as confusões de três amigas, Aya, Bintou e Adjoua, que vivem os mesmos dilemas de tantas outras jovens de sua geração: garotos, festas e dúvidas sobre o futuro.

Esta crônica do cotidiano na costa-marfinense no fim dos anos 70 é um pouco do que a própria autora Marguerite Abouet vivenciou, contado de uma maneira sensível e cheia de humor, retratado com incrível vivacidade pelos desenhos de Clément Oubrerie. A beleza de Aya está na sonoridade, nas cores africanas e nos sabores que saltam das páginas, como o aroma da sopa de amendoim (cuja receita, aliás, pode ser lida no “bônus marfinense” ao final do livro). Uma África desprovida de clichês, um retrato social sensível, uma história de amor e amizade.

Chinelinho – Uma história sem par

Um garoto adora pegar o chinelo do pai enquanto ele não está vendo e sair andando pela casa. A brincadeira termina quando o garoto é flagrado pelo pai, que o leva para comprar um par de chinelos do tamanho certo. Mas será que ele vai se contentar com seu novo calçado ou vai aprontar mais uma das suas?

COELHOS LUNARES

É outono, a Lua está como um anel e a menina não consegue encontrar seu coelho. Onde ele foi parar? Será que fugiu? Logo, a garotinha descobre que seu coelhinho está lá em cima, no céu, dentro da Lua. Mas como chegar lá? Será que ela vai conseguir reencontrar seu bichinho?

CUIDAR BEM DAS ÁGUAS – BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS MOLHADOS

Nesse livro, Adelsin apresenta um conjunto de brincadeiras que envolvem, de alguma maneira, o elemento água – seja enquanto um brinquedo que oferece inúmeras possibilidades de diversão, seja enquanto experiência que abre caminho para a compreensão de fenômenos naturais, e ainda enquanto recurso que precisa ser economizado.

Dever de casa

Os poemas de Urbim, acompanhados das vibrantes ilustrações de Eduardo, apresentam algumas das “matérias” obrigatórias na vida de todos nós, mas especialmente na das crianças: poesia, música, boas histórias para ouvir e contar, carinho de pai e de mãe, brincadeiras com os amigos, muita curiosidade e alguma sapequice.

HAMLET

Hamlet é uma das mais famosas tragédias de todos os tempos. Na história, o príncipe Hamlet é chamado de volta ao seu país, a Dinamarca, porque seu pai, o rei, acaba de morrer. Quando chega ao castelo de sua família, descobre que sua mãe se casou com seu tio, que agora será o novo rei. Mas, à medida que o tempo passa, Hamlet começa a desconfiar do tio e planeja uma maneira de descobrir a verdade sobre a morte do pai. Tem início uma das mais sangrentas peças de William Shakespeare, uma obra-prima sobre relações familiares e vinganças.

MACBETH

Macbeth, general do exército escocês, é um defensor leal do rei e de sua pátria. Ao voltar de uma batalha, contudo, depara com três bruxas que lançam uma profecia: ele se tornará rei. A profecia desperta as ambições mais secretas de Macbeth: impelido pela esposa, ele assassina o rei e é proclamado o novo regente. Este é só o primeiro de uma série de crimes que irá cometer.

Maria resmungona

Maria reclama de tudo e de todos. O cãozinho Veludo é o único que ainda escuta suas broncas e instiga a mudar de atitude. O encontro com pessoas aparentemente estranhas levarão a menina a repensar seus conceitos.

Memorias inventadas – As infâncias de Manoel de Barros

O poeta Manoel de Barros um dia pensou em publicar três livros. Um que tratasse da infância, outro da mocidade e mais um sobre a velhice. Depois que escreveu os primeiros poemas e os publicou, no entanto, percebeu que não seria capas de tratar dos outros dois assuntos. E ele explicou a razão com palavras muito simples e poéticas, como é seu costume. Disse: “Eu só tive infância”. Memórias Inventadas – As infâncias de Manoel de Barros reúne os versos das três infâncias do autor. O estilo único do poeta se completa com as iluminuras de Martha Barros, sua filha e pintora. O resultado é um livro que se lê e relê sempre com prazer e encantamento.

Museu desmiolado

E tem que ter um outro lugar onde todo ovo é quadrado, onde meia fedida e sapato furado são catalogados minuciosamente ou onde as palavras que tomaram chá de sumiço permanecem vivas. Sim, esses e outros museus um tanto desmiolados existem! Alexandre Brito criou divertidos e intrigantes museus, e Graça Lima deu a cada um formas e cores ainda mais especiais. Ao mesmo tempo em que brinca com a ideia de museus tão estapafúrdios, o autor o faz de um modo muito a sério: com uma linguagem bastante requintada, apostando na inteligência e na curiosidade do leitor.

No Reino Perdido do Beleléu

Tudo que se perde vai parar no Beleléu. Como fazer para encontrar um lugar que nem existe nos mapas? Considerado altamente recomendável para a criança pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

O que tirou o sono dos animais?

É noite. Não há Lua. Não há estrelas…De repente, os animais acordam, assustados. Há algo na mata que assusta os destemidos animais da floresta. O que será que tira o sossego dos animais no meio da noite? Um fantasma? Um monstro? Olha, é um…Confiram nas páginas deste divertido livro.

Quando eu cresci

Pepe é um travesso menino de 11 anos. Um dia, voltando da escola, ele compra bombinhas e as esconde na mochila, para que a mãe não perceba. No caminho até o seu quarto, porém, presencia um estranho fenômeno: a estátua do menino Jesus, em um altarzinho da sala, começa a se mover.Fascinado pelo que acaba de presenciar, o menino cruza a parede atrás do pequeno ser misterioso, descobrindo um mundo novo e surpreendente, povoado pelas mais estranhas criaturas, que o ajudarão na árdua tarefa de crescer – por bem ou por mal.

Antes de encontrar uma saída, Pepe percorrerá campos floridos, savanas e cidades, em uma viagem fascinante e rica em detalhes. Nesse mundo além da parede, repleto de simbologia, momentos sublimes se alternam com a angústia de um menino assustado, que precisará de muita coragem para enfrentar os seus piores medos.

Tiburfi

Eis o álbum de poesia do Tiburfi, ou melhor, do Tibúrcio. A sua história desde o nascimento até a adolescência. Sonhos, episódios importantes, amores que não deram certo, amores novos, amigos com umas esquisitices pra lá de esquisitas e uma família bem unida. Uma história contada em verso e em prosa. Vale a pena mergulhar nessas páginas e ouvir o Tibúrcio fazer um tiburfi…

Um balão por um bacamarte

O mestre do design Bob Gill e o poeta e tradutor Alastair Reid mostram neste livro como é possível ter tudo na vida, possuindo nada (ou quase nada). O segredo é trocar, trocar e trocar: um balão por um bacamarte, um zoológico por uma torre, uma cidadezinha por uma cachoeira… Este clássico dos anos 1960 permanece atemporal ao revelar uma sábia e irresistível alternativa ao acúmulo.

 

 

Sexta verde na Trilhas

🍃 Vamos de receitinha vegana para nossa sexta verde? Empadão de palmito, feito aqui na

plugins premium WordPress