Publicidade em excesso pode afetar o desenvolvimento infantil

Atualmente, as mídias têm exercido um papel de extrema importância na construção da subjetividade e da identidade de crianças e adolescentes.

Cada vez mais, os pequenos têm se dedicado a atividades do mundo adulto e esquecido de brincar. Muitas crianças brasileiras passam mais tempo em frente à tela do que na escola.

Publicidade e alteração nos hábitos alimentares

De acordo com Tamara Amoroso Gonçalves, “a publicidade sozinha não pode ser responsabilizada pelas alterações alimentares das crianças, mas ela age, de forma impactante, na formação da personalidade e da subjetividade desses indivíduos”.

Junto com os alimentos, é vendida a ideia de felicidade, diversão e aceitação social.  Tamara alerta que a venda de lanches com brinquedos é um incentivo direto ao consumo, principalmente quando esses brindes são colecionáveis.

No Brasil, a publicidade de alimentos tem se tornado um problema de saúde pública. Cerca de 30% das crianças apresentam sobrepeso e 15% estão obesas.

Apesar de estarem acima do peso recomendável à sua faixa etária, muitas apresentam deficiências nutricionais.

Em Londrina, a realidade também é preocupante. Uma pesquisa realizada pela Universidade Norte do Paraná com crianças e adolescentes de 10 a 15 anos de idade mostrou que 27% deles estão acima do peso e 12% com pressão arterial alta.

Apesar do surgimento de outras mídias e da democratização no acesso à internet, a televisão ainda é o meio de comunicação que mais influencia na decisão de compra dos pequenos. Com a segmentação da grade, foram criados programas destinados a públicos específicos.

As crianças apresentam processos de desenvolvimento muito particulares. Dos 10 aos 12 anos, elas não conseguem compreender a capacidade de persuasão da mensagem publicitária. Até os 4 anos, elas não conseguem diferenciar propaganda de conteúdo, segundo dados do Instituto Alana.

No que diz respeito ao papel da família nesse novo dilema, Tamara Gonçalves aponta a realidade desigual existente entre os pais e marketing publicitário. Cerca de 76% dos pais afirmam que a publicidade atrapalha seus esforços para que os seus filhos se alimentem melhor.

“As relações familiares passam por dificuldades nas delimitações de tarefas entre homens e mulheres. Mas é interessante que os pais estabeleçam diálogos com os filhos e que juntos façam uma leitura crítica da publicidade. É importante que façam acordos: decidam o que comprar, o que não comprar e um limite nos gastos. A criança deve participar dos momentos de compra com os pais, até para aprender a controlar mais os gastos”, analisa Tamara.

 

FONTE: Planeta Sercontel

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