Talvez a menção da pamonha te lembre direto daquele vendedor de bairro gritando no megafone. Mas o puro creme do milho verde foi criado para ficar na memória gustativa bem mais do que na auditiva.

A receita é tão simples quanto saborosa. Basta abrir as espigas de milho, separar as palhas para usar mais tarde, cortar os grãos do milho rente ao sabugo e bater no liquidificador com água, misturando depois açúcar e leite. Então a mistura deve ser colocada no centro de uma palha de milho e amarrada. No caldeirão de água fervente, é só colocar as pamonhas e deixar cozinhar por cerca de 40 minutos, retirando depois com uma escumadeira. Então deixa-se esfriar e depois é só servir. Tudo bem, pode não ser tão simples assim… mas é saborosa de verdade!

A pamonha tradicional é mais uma das vedetes das festas juninas, junto com seus colegas pipoca, quentão, pé-de-moleque, vinho quente. Fora das comemorações de junho, ela ainda ganha muito espaço como quitute célebre principalmente no interior do estado de São Paulo lugar no qual ficou mais famosa graças à cidade de Piracicaba onde, nos anos 1960, uma dona-de-casa local chamada Benedita Rodrigues passou a preparar e vender o doce. A famosa gravação das pamonhas, pamonhas, pamonhas, aliás, teria nascido na mesma oportunidade, em 1969, para a venda de porta em porta.

A invenção da pamonha, claro, não aconteceu ali. Registros históricos dão conta que foi uma tribo indígena, os paiaguás, povo natural da fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, que criou a receita à base de milho. Os paiaguás são hoje um povo considerado extinto, o que dificulta o estudo de seus costumes alimentares. Mas sabe-se que eram exímios soldados (que lutaram contra o Brasil na Guerra do Paraguai) e, a julgar pela pamonha, belos cozinheiros também.

Dicas para receitas caseiras é que não faltam quando se fala de pamonha. Há quem goste, por exemplo, de acrescentar coco ralado fino ou leite de coco ao cozimento com o açúcar, dando um sabor especial ao doce. E as cozinheiras mais experientes ensinam: escaldar a palha do milho antes de amarrar facilita o trabalho. Os moderninhos vão mais além: em vez de todo esse trabalho de enrolar a pamonha como na produção para venda, basta colocar a mistura em uma assadeira retangular untada e servir em quadradinhos.

A chef Ana Trajano, comandante do restaurante Brasil a Gosto, não só tem a pamonha entre suas preferências pessoais como a colocou em seu cardápio regular aos clientes. No prato que compõe com pintado com molho de pequi, ela aparece em uma versão salgada (comum na região do Cerrado brasileiro) e leva linguiça e pimenta no preparo. A pamonha vai além de ser um quitute gostoso de festa junina. Em várias partes do país, principalmente nas cidades menores de interior, fazer pamonha é uma atividade que reúne as famílias e se torna um evento, diz Ana.

Variações de ingredientes e de preparo existem inúmeras mesmo. O importante, no fim, é aproveitar o sabor único da pamonha não apenas nas festas juninas, mas o ano todo.

FONTE: IG Comida

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