Novas mães têm 5 vezes mais chances de terem TOC que outras mulheres

Pesquisa analisou mais de 450 mães nos Estados Unidos. Resultados sugerem ainda a existência de uma relação entre o transtorno e a depressão pós-parto

 

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Você conhece alguma mãe que tem necessidade de checar o tempo todo se os monitores de segurança do quarto do bebê estão funcionando corretamente? Ou se os berços são realmente resistentes? Ou se as mamadeiras foram devidamente esterilizadas? Se a resposta for sim, você pode ter comprovado o resultado de um estudo que acaba de ser divulgado pela Northwestern University de Illinois, nos Estados Unidos. Segundo ele, novas mães estão 5 vezes mais propensas a terem TOC (transtorno obsessivo compulsivo) que outras mulheres.

A doença é caracterizada por pensamentos indesejados que criam grande ansiedade no portador e um impulso incontrolável de dissipá-la. Isso pode resultar em ações repetitivas; no caso das mães, por medo irracional de que o bebê se acidente, preocupação excessiva com higiene ou obsessão em consertar possíveis descuidos. Em algumas situações, pode ter também efeitos mais graves – uma dessas mães pode machucar a criança mesmo tendo a intenção contrária, por exemplo.

O estudo contou com 461 participantes, que foram acompanhadas desde os momentos finais da gestação até os seis meses seguintes ao parto. Nesse período, os pesquisadores aplicaram testes comportamentais e psicológicos e concluíram que 11% das mulheres haviam desenvolvido o transtorno (número 5 vezes maior que o observado no restante da população). Cerca de 70% das diagnosticadas com TOC estavam também depressivas, o que sugere uma possível ligação entre as duas condições.

“Especialistas costumam debater se a depressão pós-parto é simplesmente um episódio de depressão que acontece depois do parto ou se é outro tipo de doença com suas próprias características. Nosso estudo apóia a ideia de que pode, sim, ser uma doença particular com mais sintomas de ansiedade e compulsão que uma depressão típica”, disse, em nota, Dr Emily Miller, co-autor do trabalho.

 

FONTE: Revista Crescer

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