Crianças comem mais vegetais quando podem escolher

Pesquisa espanhola revela que quanto mais opções, maiores são as chances de seu filho aceitar aquela salada.

Couve? Abobrinha? Alface? Cenoura? Se diante dessas opções, a resposta do seu filho é sempre NÃO, talvez, seja a hora de mudar de atitude. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Granada, na Espanha, mostrou que as crianças comem até 80% mais vegetais quando elas podem escolher entre diversas verduras.

O estudo foi feito pela Fundação Educa Granada com 150 crianças, menores de 6 anos, de quatro escolas públicas. A estratégia foi permitir que algumas crianças pudessem escolher os vegetais durante as refeições – e compará-las com outras que tinham apenas uma opção. O resultado da análise mostrou que aquelas que tiveram a possibilidade de escolher o alimento ingeriram cerca de 20 gramas a mais por refeição – ou 40 gramas por dia, considerando almoço e jantar. Os autores avaliaram que o percentual a mais ingerido foi “bastante relevante”.

Para a nutricionista pediátrica Priscilla Kakitsuka, do Hospital Samaritano (SP), a pesquisa faz todo sentido. “Quando a criança pode optar, a chance de ela aceitar o legume é maior do que quando há apenas um único no prato”, diz. E a especialista conta, ainda, uma experiência que reforça o estudo. “No hospital, depois que criamos um cardápio com opções para as crianças internadas escolherem, observamos que a taxa de rejeição da salada ou legume diminuiu.”

OK. Na correria do dia a dia, quem consegue preparar uma variedade grande de verduras e legumes? Uma dica é, entre dois ou três tipos, você perguntar para o seu filho antes de preparar qual ele prefere. Você também pode numa simples salada de alface, por exemplo, incluir uma cenoura ralada e tomate-cereja. Com isso, você já está aumentando a chance de escolha.

A pesquisa também apontou que alguns alimentos – como espinafre, couve, cebola, acelga e brócolis – são mais rejeitados, por causa do gosto amargo, proveniente do cálcio. Mas nem por isso você deve deixar de oferecê-los. Não se esqueça de que o seu incentivo – e exemplo – também vai fazer toda a diferença na hora da refeição. E, sempre que puder, inclua o seu filho no preparo desses pratos com folhas. Ele vai adorar!

FONTE: Revista Crescer

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