Brasil é um dos países com mais mortes infantis no trânsito

Pesquisa comparou dados sobre mortes e uso das cadeirinhas em países da América Latina e Caribe

Marcela Bourroul

Aqui no Brasil, muito se falou nos últimos anos sobre a instalação de cadeirinhas nos carros, principalmente depois que a lei que regulamenta seu uso entrou em vigor em 2010. Uma pesquisa realizada pela Fundação Mapfre, divulgada nesta semana, avaliou a situação das mortes de crianças no trânsito e o uso das cadeirinhas em diversos países da América Latina e Caribe. O levantamento concluiu que o Brasil e o México são os países onde mais crianças morrem anualmente nas ruas e estradas.

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Em 2009, 1.550 crianças morreram no Brasil, contra 564 na Argentina e 21 em Portugal. Em números relativos, a taxa não é tão alta (32 mortes no trânsito por 1 milhão de habitantes, contra 56 na Argentina), mas em números absolutos o país é campeão. Outro estudo, da ONG Criança Segura, aponta que esse tipo de acidente é a principal causa de morte em menores de 15 anos aqui no país.

Apesar dos números pessimistas, o Brasil aparece na lista como um dos países com bons exemplos de campanhas que incentivam o uso da cadeirinha e a melhor legislação em relação ao acessório. Apenas Costa Rica tem uma legislação igualmente boa. O problema é que no quesito fiscalização, nós ainda temos muito a avançar.

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Vale lembrar que o bebê conforto, a cadeirinha e o assento de elevação são equipamentos obrigatórios para o transporte de crianças de até 7 anos e meio desde setembro de 2010 pela Resolução 277 do Contran – Conselho Nacional de Trânsito. Em pouco mais de um ano de lei, a cadeirinha já reduziu mais de 40% das mortes de crianças com até 7 anos em acidentes de carro no Brasil, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

Apesar desse benefício, elas não são populares. E por quê? As crianças querem imitar os adultos e insistem em sentar soltas no banco do carro, apesar de precisarem de um booster (assento elevatório). E, na hora de viajar, elas reclamam do trajeto longo. “É o momento de lembrar que a cadeirinha não é um brinquedo que pode ser negociado. Nada de combinações do tipo usar apenas na metade da viagem ou de trocá-la para dar lugar a outra pessoa”, diz Luciana O´Reilly, coordenadora nacional da ONG Criança Segura.

FONTE: Revista Crescer

 

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