Autonomia e responsabilidade na criança

POR QUÊ?
Saber cuidar de si com responsabilidade é essencial ao desenvolvimento e à segurança do ser humano. E isso não acontece do dia para a noite, é um processo longo e de intensa construção. Ser autônomo e responsável é um vir a ser, devagar e urgentemente. Assim, vale possibilitar uma boa base na infância. Começar caprichando.

QUANDO?
Por ser processo, em que uma construção serve de base para construções mais complexas, o quanto antes começar, melhor. Eu brincava com minhas filhas que “responsabilidade” e “autonomia” eram as primeiras palavras difíceis de seus vocabulários. E, o melhor jeito de apreendê-las foi vivendo-as na prática cotidiana. Passo a passo, sem atropelos. Passos dados ainda hoje, pois crescer não tem fim, nem para nós.

COMO?
Há várias possibilidades, pois dependem da necessidade, desenvolvimento, contexto de cada um. Mas ajuda saber que…

1.    Não se desenvolve no lugar do outro.
A criança precisa vivenciar, ter as próprias experiências, construir percepções e concepções da vida, das pessoas, do mundo. Devemos sim problematizar situações, provocar-lhe reflexões e evitar construir a realidade por e para ela. Pois, quanto mais a criança percebe-se autora da própria vida, mais responsabilidade e autonomia ela conquista. Se eu sempre fizer o prato do meu filho, ele não aprenderá a escolher o que comer e ainda pode encontrar dificuldades para escolhas futuras. Consegue enxergar esse “prato” no mercado de trabalho? Então deixe de “dó”. Ensine seu filho a fazer o próprio prato, tomar consciência do que faz bem, do que deve ou não comer. Isso vale para a vida! E, não significa deixar comer o que se quer. Isto é autonomia com irresponsabilidade. Mas, os pais devem começar ao lado, ensinar a escolher, chamar a atenção às formas, cores, texturas, sabores, a rever os pratos também.  E, a cada nova experiência, fortalecer a base construída e deixar os filhos mais responsáveis por aquela tarefa. Isso vale para arrumar material escolar, brinquedos, mala, organização do quarto, da casa, vale para quase tudo. Passo a passo. A cada conquista, novos desafios.

2.    Pois, aprendemos a fazer fazendo.
E então, não há como falar em desenvolvimento de AUTONOMIA e RESPONSABILIDADE sem incluir a LIBERDADE. Que não significa abandono ou permissividade, mas sim, tempo e espaço para desenvolver-se. Deixe seu filho viver a autonomia com responsabilidade para aprendê-las. E alerte-o sempre à consciência da situação e à responsabilidade também social.

3.    Pois, autonomia coexiste com a heteronomia.
Ajude seu filho a perceber-se no mundo, com o mundo e com os outros. Torná-lo um reizinho, um tirano ou um egocêntrico irá distorcer a construção do seu ser e complicar também a sua inserção social.

4.    Por fim, ajuda ficar de olho no cotidiano.
Perceber em que situações o seu filho pode ganhar mais liberdade para vivenciar a autonomia com responsabilidade. Não o subestime, nem o superestime. Valorize-o. Acerte o ponto, no ponto, sem medo de ser feliz. O fruto demora, mas só vem se for plantado.

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