Genética e alimentação na gravidez influenciam o paladar do bebê

Pesquisadores americanos descobriram que, assim como os alimentos que a gestante ingere, a genética também interfere na formação das preferências alimentares da criança.

Quantas vezes você já ouviu, durante a gravidez, que os alimentos ingeridos nesse período influenciam o desenvolvimento do paladar do seu filho? Muitos estudos mostram que os sabores desses alimentos interferem na composição do líquido amniótico (que envolve o bebê na placenta). O fato de ingerir esse líquido o tempo inteiro, antes de nascer, pode resultar em preferências por esses alimentos no futuro.

Agora, cientistas do Centro Monnel Chemical Senses (instituição norte-americana de pesquisa sobre a importância dos sentidos para a saúde) descobriram que uma determinada proteína que é encontrada em uma célula das papilas gustativas (saliência na mucosa da língua) pode ser fundamental para a criança aceitar sabores amargos.

Segundo os pesquisadores, que fizeram experimentos com ratos, os animais que tinham herdado a proteína chamada Serca3 aceitavam os alimentos amargos com mais facilidade. Já os que não tinham a proteína na célula se mostraram mais sensíveis e rejeitaram os alimentos amargos. Em outras palavras, se você não gosta de alimentos amargos, como escarola e acelga, seu filho também pode não gostar.

Para o obstetra Abner Lobão, da Universidade Federal de São Paulo, o estudo reforça que não é só o meio o responsável pelos hábitos alimentares das pessoas, mas a genética também interfere no paladar do bebê. “Muitos estudos falam da importância dos alimentos que a gestante ingere durante os nove meses para a alimentação da criança, mas não se sabe o quão desenvolvidas estão as papilas gustativas do feto”, diz. “Tampouco se tem certeza se os sabores que chegam pelo cordão umbilical são os mesmos do alimento in natura, por exemplo.” Ele acredita que o resultado final dessas pesquisas, provavelmente, vai mostrar que todos os aspectos se completam: genética, apresentação dos alimentos durante a gestação e na primeira infância e hábitos culturais.

FONTE: Revista Crescer


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