Conversas com quem gosta de ensinar…

A cultura escrita a ser trabalhada na escola deve ser vivida pela criança como um conhecimento para além da sala de aula, ou seja, um mundo pequeno inserido num mundo maior. Alfabetizar é, antes de tudo, um processo mental, não uma disciplina que tem prazo bimestral, trimestral, semestral ou anual para efetivar-se, passamos a vida nos alfabetizando.

Vale lembrar, para ler e escrever
é fundamental a intervenção de outros,
ou seja, não é possível aprender sozinho,
justamente porque a ação de ler e escrever é social.

A competência leitora se alonga à medida que há alguém que investe seu tempo para ensinar técnicas, procedimentos e estratégias, tais como: direção do olhar, ritmo, convenções, intenção comunicativa de cada texto, informações presentes no texto e onde é possível saber mais sobre o que foi lido.

Ora, não basta conhecer as letras, a maneira como se agrupam para formar as sílabas e as palavras, é preciso repertório e vocabulário, é preciso conhecer a estrutura dos textos é preciso associar o que se sabe com as informações novas, ou seja, aprender e ensinar a ler prevê sempre uma intenção e interlocutores (o autor, o leitor e o mediador).

Deyse Campos

Pedagoga, Psicopedagoga, Psicomotricista Relacional, Mestre em psicopedagogia e doutoranda em Psicanálise. Graduanda em Psicologia e Assessora Pedagógica na Escola Trilhas, também é autora de livros infantis e professora desde a infância, com seus alunos em forma de bonecas e ursinhos.

Um comentário

  1. irene

    Eu amei esse texto! Estou alfabetizando um “aluno” de 45 anos que nunca viu uma letra na frente dele. Um grande desafio daqueles que Deus coloca diante de nós! Valeu! Texto pra lá de informativo!!!!

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