Usar andador é bom para o desenvolvimento do meu filho?

crianca_andando_selo_620x780 (Foto: Corbisimages)

P: É bom usar andador? Conheço algumas crianças que só conseguiram andar com esse equipamento, enquanto outras nunca usaram, mas demoraram a caminhar.
Alessandra Magalhães, Belo Horizonte (MG)
Dra.: O andador é contraindicado em vários países, inclusive no Brasil, pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Na verdade, o equipamento atrasa o desenvolvimento da marcha. Isso porque faz com que a criança bata apenas a ponta dos pés no chão, deslizando pelos espaços. Andar exige movimentos muito diferentes e mais complexos. Dê um passo devagar e observe os seus pés. Primeiro, apoiamos o calcanhar no chão, depois a parte da frente. Enquanto isso, o outro pé fica no ar, trocando o passo. Difícil, não é mesmo? Para a criança aprender a andar, precisa treinar! Além disso, muitos problemas podem ocorrer enquanto o pequeno está no andador. Estudos mostram que há um acidente com trauma para cada duas ou três crianças que utilizam esse recurso. Por isso, não o recomendo.

P: Minha filha tem 1 ano e 9 meses e repete algumas palavras que falamos, porém, quando quer conversar e desenvolver uma frase, ela se enrola toda e não entendemos nada. Devo levá-la a um fonoaudiólogo?
Elaine Souza, São Paulo (SP)
Dra.: Fique tranquila! Se sua filha já está tentando elaborar uma frase nessa idade, garanto que está totalmente normal. Incentive-a com calma e tranquilidade para não deixá-la aflita e evite palavras complicadas. Por exemplo, em vez de ensinar “passarinho”, comece falando “piu-piu”. Então, quando vocês virem um pássaro na rua, olhe para ela e fale calmamente: “piu-piu”. Essa é a idade em que as crianças aprendem a falar ouvindo os outros e tentando se expressar. Primeiro surgem as palavras soltas e, a partir dos 2 anos, os pequenos começam a formar as frases.

P: Meu bebê de 1 ano e 5 meses está com a taxa de triglicérides alta e não conseguimos baixar com dieta. Ele sempre teve uma alimentação saudável e não uso açúcar para adoçar seus alimentos. Por que isso acontece?
Sabrina de Albuquerque, Nova Friburgo (RJ)
Dra.: Nem sempre o aumento nos níveis de gorduras, como os triglicerídeos, é atribuído somente à alimentação. Provavelmente seu filho apresenta um tipo de distúrbio conhecido como hipertrigliceridemia familiar, que tem origem genética e costuma provocar o desequilíbrio. Sugiro que você procure um pediatra para realizar o diagnóstico e orientar o tratamento. Em algumas situações, é necessário recorrer a medicações específicas, que variam de criança para criança e, por isso, só um médico pode prescrever. Sem contar os cuidados com a dieta. Evite oferecer doces, balas, bolachas recheadas, chocolates, massas e frituras. Incentive seu filho a comer frutas, verduras peixes, carne magra e peito de frango.

* Este texto faz parte da coluna Pergunte Tudo sobre Desenvolvimento da edição 237 (agosto, 2013), da Revista Crescer

Ana Maria Escobar (Foto: Rodrigo Schimitid)

ANA MARIA ESCOBAR é professora de pediatria da Faculdade de Medicina da USP e clinica há 30 anos. CRM: 48084

Fonte: Revista Crescer

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