No Projeto Nome de Turma, o tema escolhido foi “O Brincar do Brasil colônia aos dias atuais”. A diversidade e quantidade de material coletado pela turma para a realização das pesquisas deixou nosso projeto ainda mais fascinante e possibilitou a vivência com outros gêneros textuais, informativos, cartas e outros documentos históricos permitindo perceber as diferentes estruturas e regularidades dos textos.  Descobrir como as crianças viviam e brincavam na época do Brasil colonial  fez com que conhecêssemos três etnias distintas: indígenas, negros e brancos, e permitiu que relacionássemos brincadeiras do passado e presente, identificássemos pontos de permanência e mudanças entre a própria vida e a dos grupos estudados. Fascinante estudar esses temas descobrindo como as crianças viviam e brincavam nessa época!

A turma do 5º ano constatou como foi importante a socialização entre as crianças dos povos indígenas, europeus e africanos, que influenciaram a cultura brasileira através dos tempos. Foram tantas brincadeiras descobertas, algumas com nomes diferentes, mas velhas conhecidas, e assim escolhemos o nome TURMA DO TANGOLOMANGO. Uma brincadeira africana adaptada das cantigas portuguesas: as crianças brincam em roda; é também usada para contagem de números decrescentes, no qual um participante deve deixar a roda ao final de cada verso. Eis algumas quadras desta cantiga:

Eram dez irmãs numa casa,

Uma delas foi tocar o fole,

Deu um Tangolomango nela,

E das dez ficaram nove.

Eram nove irmãs numa casa,

Uma delas foi fazer biscoito,

Deu um Tangolomango nela,

E das nove ficaram oito.

Eram oito irmãs numa casa,

Uma delas foi amolar canivete,

Deu um Tangolomango nela,

E das oito ficaram sete. (…)

A simbologia contida nesta brincadeira, em que a cada momento uma criança deixa de fazer parte do grupo, mostra como as crianças escravas que viviam na “casa grande” lidavam com a perda de um amigo. Ao completar sete anos de idade a criança escrava era vendida ou levada para trabalhar em algum lugar do engenho. Tangolomango nela… Palavra muito expressiva, mais que uma simples palavra, mais que uma expressão, “ferida que dói e não se sente”, “um contentamento descontente…”, como diria Camões! Assim esse nome tão importante e brincante exige de nossa turma o compromisso de resgatar o direito de brincar!

Assista aos vídeos das apresentações dos grupos para o Milton Karam!

 

Grupo – Brincadeiras das crianças no Brasil de hoje.

 

 

Grupo – Brincadeiras das crianças escravas no Brasil colonial.

 

 

Grupo – Brincadeiras das crianças portuguesas no Brasil colonial.

 

 

Grupo – Brincadeiras indígenas do período colonial.

 

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