Trilhas adota a campanha SEGUNDA SEM CARNE

Desde de 2018, a Trilhas adotou a campanha mundial que estimula a
redução do consumo 
de carnes e outros alimentos de origem animal
como estratégia essencial para a sustentabilidade do planeta

 A campanha mundial Segunda sem Carne é um movimento mundial que se propõe a conscientizar as pessoas sobre os impactos que o consumo de produtos de origem animal têm sobre a natureza, sobre os próprios  animais e  especialmente, a saúde humana.

A proposta é simples: vamos tirar a carne e seus derivados do cardápio pelo menos uma vez por semana e descobrir novos sabores com receitas livres de produtos animais?

Na Trilhas, a substituição dos derivados de animais às segundas-feiras abriu outras possibilidades para as crianças provarem combinações e receitas novas, como patê de tofu, hambúrguer de grão de bico, hambúrguer de lentilha com quinoa e bolo sem leite ou ovos. “Com as receitas veganas, descobrimos que elas estavam prontas para experimentar novidades!”,   relata Graziela Carrão, nutricionista da Escola Trilhas. Com a diminuição do consumo de produtos de origem animal, os cereais, as frutas, leguminosas e fibras passam a ganhar destaque e suas combinações resultam em sabores e preparações diferentes das habitualmente consumidas.

“Nossos alunos e funcionários se mostraram abertos à experimentação de novos sabores e preparações. A segunda sem carne está sendo um sucesso!”, comemora Fernanda Galvão, nutricionista e diretora do setor de Alimentação e Nutrição.

A intenção da Escola Trilhas não é estimular ou tentar converter nossos alunos e alunas em vegetarianos ou veganos. “Foram vários os motivos pelos quais aderimos a esta campanha. Consideramos que o ato de se alimentar estimula certos tipos de produção de alimentos. Por exemplo: ao consumir muitos produtos industrializados, estimulamos a indústria. Ao passo que, ao consumirmos orgânicos, estaremos fortalecendo a agricultura familiar”, explica Graziela . “Da mesma maneira, ao evitar o consumo de derivados de animais em único dia semana, estamos contribuindo para diminuir os impactos desse processo produtivo”, complementa.

Por que esse movimento é importante?

A Campanha Segunda sem Carne nasceu nos EUA em 2003 e hoje está presente em mais de 35 países, como Estados Unidos e Reino Unido (onde é encabeçada pelo ex-Beatle Paul McCartney) e apoiada por inúmeros líderes internacionais. Foi lançada no Brasil em 2009, em parceria com a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) e vem ganhando cada vez mais adeptos.

Entre as justificativas da campanha, três motivos são citados como os maiores alicerces desse novo jeito de pensar a alimentação. 

1) Pelas pessoas: O principal ponto defendido pelo movimento é a questão da fome mundial. Grande parte dos grãos produzidos no mundo vai para a alimentação de animais, incluindo 60% do milho e da cevada e até 97% do farelo de soja. Sendo que, a maioria desses produtos animais é consumida pelos povos mais ricos. Em um planeta com um bilhão de pessoas passando fome, as carnes demandam recursos escassos como água e terras agriculturáveis – que poderiam ser usados diretamente para alimentação humana. As péssimas condições de trabalho do ramo agropecuário também são citadas pelo movimento.

2) Pelos animais: Obviamente, tudo começa no vegetarianismo e no direito dos animais. Atualmente, são mortos cerca de 70 bilhões de animais terrestres por ano no mundo (sem contar os animais aquáticos) para alimentar os seres humanos. O movimento defende que, uma alimentação sem ingredientes de origem animal é ética, saudável e sustentável.

3) Pelo planeta: Ele não dará conta da produção de carne para todos os habitantes. Por exemplo: para a produção de um quilo de carne são utilizados cerca de 16 mil litros de água, enquanto que para produzir um quilo da maioria dos vegetais, gasta-se apenas 400 litros.  Além da água, os animais consomem comida e recursos energéticos, demandam espaço, produzem grande quantidade de excrementos, contaminam os mananciais, causam erosão e geram poluição atmosférica. O aquecimento global e a devastação das florestas também estão ligados à produção da carne, já que é necessário espaço para a criação dos animais. De acordo com o Governo Federal, a pecuária é responsável pela maior parte do desmatamento na Amazônia Legal.

E a questão do consumo da carne no Brasil?                
Enquanto o Ministério da Saúde recomenda o consumo máximo de 100 gramas de carne por dia por pessoa, o brasileiro consome em média 220 gramas por dia.  Ou seja: mais que o dobro.  O consumo de embutidos, muito mais nocivos à saúde do que as próprias carnes in natura, ganha espaço na alimentação do brasileiro, junto com alimentos mais processados, salgados e refinados. 

Do ponto de vista da Saúde Pública, é urgente reverter esse quadro. Este desequilíbrio nutricional é a raiz das doenças crônicas não transmissíveis que mais matam no mundo: doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e diversos tipos de câncer.

A preferência por carne na alimentação é um dos principais fatores contribuintes para a mudança climática. Um relatório publicado pelo Greenpace em 2015, com uma pesquisa realizada com supermercados do Brasil, chamado “Carne ao molho madeira” explica como os processos de produção de carne são relacionados com o desmatamento.  No Brasil, dentre os mais de 750 mil quilômetros quadrados da Floresta Amazônica Brasileira devastados, 60% foi transformado em pasto para gado.

Como podemos reverter essa situação?

Dentre as soluções imediatas estaria a de mudanças de hábitos alimentares, reposição de áreas desmatadas e a fiscalização adequada no processo de produção. Alguns países já estão se mobilizando para que essa conscientização aconteça. O governo da China promoveu, em 2016, uma campanha para incentivar a diminuição do consumo de carne, com a proposta de reduzi-lo em 50%. E os resultados da ação do governo da China dão o sinal de uma possível transformação: os cidadãos chineses abraçaram a causa e 83% demonstraram disposição em mudar a sua rotina alimentar e reduzirem os números.

 

fontes:
http://www.glutenfreebrasil.com/single-post/2017/03/23/Consumo-global-de-carne-e-os-impactos-ambientais
https://www.google.com.br/…/…/cultura/segunda-sem-carne/amp/

 

 

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