A ciência comprova que redigir textos de próprio punho melhora o raciocínio, a linguagem e a memória.

 

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A estudante de aviação civil Giovanna Vieira faz parte da geração que já nasceu conectada. Aos 19 anos de idade, ela passa pelo menos duas horas por dia na frente do computador e carrega para cima e para baixo seu celular com tela sensível ao toque. Mesmo declarando-se uma adepta das mensagens de texto e e-mails como forma de comunicação, Giovanna matriculou-se há um mês e meio na Escola de Caligrafia De Franco, uma das mais antigas de São Paulo. “Decidi fazer caligrafia porque achava minha letra muito feia”, conta ela. “No começo, meus amigos disseram que isso era coisa de velho, mas hoje eles até elogiam meu avanço.”

Segundo estudos recentes das Universidades de Indiana e Washington, nos Estados Unidos, a atitude de Giovanna não só ajudará a melhorar sua letra como também poderá garantir a saúde de seu cérebro. Utilizando um aparelho de ressonância magnética, os pesquisadores do departamento de psicologia e neurociência da Universidade de Indiana detectaram maior atividade neural no cérebro de crianças que haviam praticado a escrita à mão, em comparação com aquelas que apenas observavam letras numa tela. Já as imagens de cérebros de adultos analisadas pela Universidade de Washington indicaram que os movimentos sequenciais das mãos necessários para a escrita, ativam as áreas cerebrais responsáveis pelo raciocínio, linguagem e processamento da memória.

Com a popularização dos notebooks, smartphones e tablets, era de se esperar que a escrita à mão caísse em desuso, mas o professor Antonio De Franco Neto – há 45 anos no ensino da caligrafia, ofício herdado do pai e do avô – diz não temer os avanços da tecnologia. “O computador surgiu para auxiliar a escrita, não para substituí-la”, acredita ele, que tem cerca de mil alunos matriculados no curso. “Com a maior exigência dos vestibulares e concursos, os estudantes de hoje têm procurado melhorar sua escrita”, afirma. A maioria dos alunos de sua escola é composta de jovens a partir dos 11 anos, a idade em que a letra da pessoa amadurece, segundo De Franco.

Curiosamente, os eletrônicos modernos também podem, de forma inesperada, ajudar a perpetuar a caligrafia. No mercado americano já estão disponíveis aplicativos como o “WritePad”.  Ao custo de US$ 3,99, o programa transforma palavras escritas na tela, com o dedo ou caneta, em textos digitais, que podem ser usados em mensagens e e-mails. Outro aplicativo, chamado “abc PocketPhonics”, de US$ 1,99, funciona como um jogo, que estimula as crianças pequenas a desenhar letras com os dedos na tela. É a caligrafia a serviço dos novos tempos.

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Fonte: ISTOÉ.

 

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