Meningite: tipos e sintomas da doença

A doença afeta principalmente crianças e idosos e, se não for diagnosticada corretamente, pode trazer sequelas sérias. Conheça os principais tipos dessa enfermidade e saiba como identificá-la e tratá-la.

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Por se tratar de uma inflamação das meninges, membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal, a meningite precisa ser levada muito a sério. Ela pode ser desencadeada por dois tipos de agentes: vírus e bactérias.

As meningites virais costumam ser benignas, sem grandes complicações neurológicas e, geralmente, não necessitam de tratamento, com exceção dos quadros provocados pelo vírus da herpes, contra o qual existe um medicamento específico.

Já as meningites bacterianas, especialmente ocasionadas pelos micro-organismos pneumococo, meningococo e hemófilos, são mais sérias e exigem tratamento urgente e rigoroso com antibióticos. “Essas bactérias liberam toxinas progressivamente, tornando a infecção cada vez mais grave”, explica o infectologista Eitan Berezin, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Sintomas da doença

Os sintomas da meningite são variados e não tão simples de serem identificados, já que podem se confundir com os de outras doenças comuns, ao incluir febre, dor de cabeça, vômitos, rigidez na nuca, irritabilidade, choro e tensão na moleira. A presença de pequenas manchas avermelhadas na pele, chamadas de petéquias, é verificada eventualmente.

A pediatra Heloísa Giamberardino, coordenadora do centro de vacinas do Hospital Pequeno Príncipe (PR), ressalta que identificar a doença nas crianças é ainda mais difícil do que nos adultos. Por isso, os pais nunca devem subestimar os sinais e precisam buscar auxílio médico, especialmente se houver febre alta.

Como prevenir e tratar

Contagiosa, a doença normalmente é contraída por meio das secreções respiratórias de pessoas infectadas. Em estações como outono e inverno, em que os ambientes tendem a ficar fechados, a incidência de contaminação é maior. Medidas simples, como lavar as mãos e não compartilhar bebidas, talheres e alimentos, podem evitar o contágio, não só da meningite, mas também de outras doenças.

Se não tratados, os episódios bacterianos representam um risco muito alto de morte aos infectados. A demora no diagnóstico da doença também pode levar a sequelas, como surdez, amputações e alterações neurológicas. “As meningites do tipo meningocócico, em especial, são traiçoeiras. As crianças, muitas vezes, chegam ao hospital apenas com febre, andando, conversando, sem sinais de infecção grave e, em poucas horas, esse quadro muda drasticamente”, alerta Heloísa.

Como prevenção à doença, o Sistema Único de Saúde brasileiro (SUS) oferece vacinas contra as bactérias hemófilo B,  pneumococo 10, que, além da meningite, pode provocar pneumonia, e  meningococo C, maior responsável pelas infecções no Brasil. “Somos um dos países que têm mais vacinas incorporadas à rede pública. Temos uma cobertura vacinal muito boa”, garante Heloísa.

A rede privada também oferece vacinas contra meningite, como a quadrivalente, que previne os sorogrupos A, C, Y e W-135 e a Pneumo13, variante da pneumococo 10 oferecida na rede pública.

Vacina contra o meningococo B

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Neste ano, foi licenciada para uso comercial a vacina contra meningococo B, com eficácia de 80% e cerca de R$ 400 por dose a preço de custo — podem ser necessárias até três picadas. A necessidade de aplicar esse imunizante desperta dúvidas entre pais, não só devido ao preço elevado, mas ao potencial de provocar reação.

A infectologista Suzi de Souza, de São Paulo, explica que, no Brasil, a incidência desse tipo de meningite é, de forma geral, baixa. “Mas vale lembrar que o comportamento epidemiológico é dinâmico e pode se alterar”, acrescenta.

De acordo com o Ministério da Saúde, entre os quadros de meningite bacteriana confirmados no Brasil em 2014, 20% dos identificados foram provocados pelo meningococo B e 70% pelo meningococo C. Mas, ao considerar apenas crianças abaixo de 1 ano, os episódios se dividem em 42% atribuídos ao meningococo B e 42% ao C.

Na opinião de Heloísa, a vacinação não é obrigatória, mas pode ser uma proteção a mais, principalmente na infância. “Pensando nos benefícios individuais, quando os laboratórios desenvolvem uma vacina e provam que ela tem eficácia, é aconselhável que se aplique nas crianças”, diz. Para auxiliar na decisão, também vale a pena conversar com o pediatra e checar a prevalência de meningite na região em que seu filho reside. “Se a família morar em um local que tem possibilidade de circulação de meningococo B, eu recomendo a imunização”, exemplifica Heloísa, que também aconselha a aplicação em caso de viagens frequentes, principalmente ao exterior.

Fonte: Revista Crescer.

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