Professor – vida, morte e ressurreição, de Júlio Furtado.

Este livro é um bate-papo entre dois amigos, o que torna sua leitura fluida e agradável. O formato foi escolhido com a intenção de suavizar a densidade do tema. Falar de forma “acadêmica” sobre o processo de desconstrução da identidade do professor e da necessária reação a esse processo seria, no mínimo, sério demais. O livro se propõe a inserir o leitor no diálogo. É essa sua finalidade maior.

O convite para se entrar na conversa é feito por meio de dois artifícios: o compartilhamento emocional das experiências vividas e das opiniões emitidas e a provocação dos momentos de desabafo dos autores. Enfim, é um livro impossível de ser lido “impunemente”. Essa obra revela que o poder da consciência, aliado à força do incômodo, é o combustível para a tão necessária ressurreição do professor em nossa sociedade.

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