Bactérias que vivem no corpo são responsáveis pela infecção mais recorrente nas grávidas

 

Cerca de 10% das grávidas vão ter infecção urinária. Isso porque, durante os nove meses, o aumento de progesterona relaxa as fibras musculares, levando a um refluxo urinário, e o sistema imunológico está mais fragilizado, facilitando a ação de bactérias que provocam a doença. A Escherichia coli mora na vagina. Se ela fica apenas por ali, não há com o que se preocupar. Passa a incomodar quando sobe pela uretra, chega à bexiga e não é eliminada toda vez que a mulher vai ao banheiro.

Ao “estacionar” na bexiga, a colônia de bactérias irrita o local, provocando a infecção ou cistite. “Os principais sintomas são ardência e dor ao urinar, além de urgência e frequência aumentada para ir ao banheiro”, alerta o ginecologista Vicente Bagnoli. As bactérias também podem irritar o útero. “Ele começa a se contrair, contrair, levando ao trabalho de parto prematuro”, diz o obstetra e ginecologista Marcelo Corrêa da Costa, professor do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Se as bactérias chegam aos rins, a infecção, chamada de pielonefrite, oferece outro risco. Pode prejudicar o funcionamento do órgão até a sua paralisação. Os principais sintomas são febre, calafrios, dor lombar, náusea e vômito. O tratamento para esses casos é feito com antibióticos que não oferecem risco ao feto.

Por tudo isso, é tão importante fazer o exame de urina no começo da gravidez, por volta da 28a semana e, claro, quando existir alguma suspeita.

Muita água

Apesar dos pedidos de atenção aos principais sintomas causados pela doença, existe um tipo de infecção urinária que não provoca sintomas aparentes. É a chamada de bacteriúria assintomática. Cerca de 30% desses casos podem virar cistite e em 50%, pielonefrite. Deve ser tratada assim que for percebida, mas dá para preveni-la. Beber muito líquido faz o xixi ficar mais “ágil”. Além disso, procure urinar depois das relações sexuais.

Outra fonte: Edilson Ogeda, obstetra do Hospital Samaritano (SP)

 

FONTE: Revista Crescer

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