Investigadores do Henry Ford Hospital, nos EUA, demonstraram existir uma relação direta entre o uso de cotonetes e a rutura dos tímpanos que, na maior parte dos casos, cura-se por si, dado que a cirurgia é necessária apenas nos casos mais graves. Os resultados do estudo foram apresentados num encontro de otorrinolaringologia realizado em Chicago.

Mais da metade dos pacientes que procuram um otorrinolaringologista admite usar cotonetes para limpar os ouvidos. Mas se o cotonete é inserido demasiado profundamente no canal auditivo pode causar sérios danos, entre os quais a perfuração do tímpano, também conhecida como perfuração da membrana timpânica. As perfurações podem causar paralisia facial grave e vertigem.

No estudo, participaram 1.540 pacientes com perfuração da membrana timpânica. Os pacientes com feridas causadas pelos cotonetes foram subdivididos em dois grupos: o de observação e o de cirurgia. Foram considerados como desfecho de sucesso os  casos que em que a perfuração da membrana timpânica sarou ou em que  desapareceram ou melhoraram os problemas de vertigem e de paralisia facial.

A  rutura do tímpano pode ser tratada de duas maneiras, dependendo da gravidade dos sintomas. O método de tratamento mais comum é a observação da perfuração pelo otorrinolaringologista, porque muitas vezes o tímpano pode curar-se, por si, em dois meses. No entanto, os casos graves têm que ser tratados com cirurgia.

Embora este estudo tenha mostrado que a maioria das ruturas de tímpano podem curar-se por si só dentro de dois meses (97 por cento), deficits neurológicos, como paralisia do nervo facial necessitaram de cirurgia para reparar o dano.

Em comunicado, o co-autor deste trabalho, Michael Seidman, diretor do departamento de cirurgia otológica e otoneurológica do mesmo hospital, recomenda que ao invés de usar cotonetes para limpar o ouvido, devem ser usadas outras alternativas, como uma mistura em partes iguais de água oxigenada e água uma ou duas vezes por mês ou aplicar quatro ou cinco gotas de vinagre e água uma vez por semana.

Fonte Pais e Filhos

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