Como escolher o pediatra do seu filho

Essa decisão envolve inúmeras questões, desde a confiança que você sente pelo profissional até a disponibilidade dele em atender emergências. Confira 12 passos importantes para escolher o médico do seu filho

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A escritora Cecília Meireles eternizou no poema “Ou Isto ou Aquilo” a difícil arte de fazer escolhas. E decidir quem vai ser o pediatra está longe do ideal de simplicidade. Afinal, ele vai ser o responsável por cuidar, com você, da saúde do seu filho. Alguém com quem a família vai, inevitavelmente, criar uma relação de confiança. Veja: ele vai ser um dos primeiros números escritos na lista de telefones para emergência grudada na porta da geladeira. Quem, pensando em tudo isso, não fica aflito por fazer a escolha certa? A busca pode começar de diversas formas: folheando o livro do plano de saúde, em um papo com os amigos (que já têm filhos) sobre bons profissionais, no almoço de domingo na casa da sua mãe etc. Independente da maneira, prestar atenção em alguns detalhes pode ajudar você a tomar a melhor decisão. CRESCER montou um guia com as respostas para as 12 dúvidas mais comuns que afligem os pais. Com ele, esperamos que essa decisão seja um pouco mais fácil.

1. Quando começar a procurar?

O ideal é fazer isso ainda no segundo trimestre da gravidez. Pode parecer exagero, mas pense que se você fizer a escolha agora o médico pode acompanhar seu bebê desde os primeiros instantes de vida – e você não vai precisar se preocupar com isso quando voltar para casa com o mais novo integrante da família. Na hora de agendar a consulta com o especialista, avise que é uma “conversa”. A maioria dos planos de saúde não cobre esse serviço e muitos médicos não costumam cobrar. Se não for assim, tente negociar o preço.

2. Quanto custa, em média, uma consulta?

No Brasil, esse valor varia muito de região para região. A média fica em torno de R$ 400 e alguns convênios reembolsam parte da consulta. Cheque esse benefício antes de se decidir pelo pediatra. Outra informação importante é saber se os retornos são cobrados ou não. Se for, converse com o médico e veja como chegar a um valor que seja bom para todos.

3. Para quem pedir indicação?

Converse com parentes e amigos que já são pais e têm estilos próximos ao seu. Se você tem um médico da família, mesmo que seja de outra área, peça uma sugestão. Quando tiver o nome em mãos, use a internet para buscar mais informações.

4. Qual deve ser a periodicidade das consultas?

Mal chegou em casa, o bebê vai visitar o pediatra. Isso deve acontecer, de preferência, ainda na primeira semana de vida. A segunda consulta pode ser programada para o final do primeiro mês e, até o sexto, ela será mensal. A partir dessa idade, o acompanhamento pode ser trimestral até a criança completar 2 anos. De 2 a 6 anos, os encontros são semestrais e, por fim, anuais. Segundo o pediatra Eduardo Vaz, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, o profissional pode acompanhar o paciente até que ele tenha 18 anos. “O pediatra é o profissional qualificado para tratar de todas as transformações na infância e na adolescência”, diz. Importante: consultas de emergência não eliminam as de rotina.

5. Como escolher um bom profissional no livro do convênio?

Se você não tem nenhuma referência, consulte na internet o nome do médico. Muitos disponibilizam o currículo on-line. Veja no Conselho Regional de Medicina se não há denúncias contra ele. Se o pediatra passar por esse crivo, vá direto ao consultório. Enquanto espera, puxe conversa com os pais. Pergunte o que acham do médico, se ele atrasa para atender, examine a limpeza do local, a simpatia dos funcionários e o mais importante: a sua afinidade com o especialista.

6. Vale a pena investir em um profissional superfamoso com a agenda lotada?

O ditado que vale nas rodinhas de pediatras diz que, quem é bom é sempre procurado. Por isso, vale a pena você visitar um profissional famoso. Nem que você já saiba que não vai ser possível continuar com ele (em geral os preços das consultas são altíssimos), aproveite para observar referências que gostaria que o pediatra do seu filho tivesse e, assim, tentar encontrá-las em outro profissional. Mas, se você tiver condições, não se decida levando em conta apenas a fama. É durante a conversa que você vai perceber se compensa o esforço de conseguir um horário na agenda apertada toda vez que precisar levar seu filho em uma consulta.

7. Quanto tempo deve levar uma consulta?

Com certeza não vai ser 15 minutos. Para examinar com atenção o especialista reserva, em média, uma hora por paciente. No caso de retorno ou emergência, 30 minutos são suficientes. Mas a família não pode sair com dúvidas nem se sentir pressionada com a pressa do profissional. Se isso virar rotina, avalie se não é o caso de trocar de médico.

8. O que ele deve examinar?

A consulta pediátrica pode ser dividida em quatro momentos: A. Ouvir a situação e as dúvidas. B. Perguntar sobre o desenvolvimento e a saúde da criança nos últimos meses. C. Se for a primeira consulta, o pediatra deve conversar sobre o histórico dela e da família. D. Fazer exame físico completo, mesmo que se trate de uma queixa isolada. Inclui: pesar, medir, aferir a pressão, colocar os dados na curva de crescimento etc.

9. É importante ter disponibilidade para atender em casa (em emergências)?

Depende do que você espera do profissional. Não é comum que os médicos atendam em casa, só se for uma exceção, como a recuperação pós-cirúrgica, por exemplo. Vai depender também da relação que você tem com ele. Se for o pediatra que acompanha a mesma família há muitos anos, ou se ele já cuidou da mãe do bebê e agora atende o filho, pode abrir exceções. Ele, certamente, vai saber analisar a necessidade de uma consulta em domicílio.

10. É melhor se o consultório for perto da minha casa?

Essa opção trará segurança quando seu bebê tiver febre, por exemplo, e você precisar levá-lo ao consultório com urgência. Pense também no futuro, em como vai ser quando seu filho estiver na escola, fizer natação e…ainda for ao pediatra. Estar próximo ajuda, sim. Então, comece a busca por eles. Se nenhum atender às expectativas, busque em regiões mais distantes.

11. Como saber se o pediatra da família continua atualizado?

Faça perguntas a um parente próximo que conheça o médico para descobrir o estilo do profissional. Se as respostas agradarem, vá até o consultório e elimine as demais dúvidas. Se vocês não se sentirem seguros, busquem mais indicações com amigos que tenham filhos ou até com seu obstetra. Vale também consultar o livro do convênio (veja a pergunta número 5) .

12. Como convenço minha mãe ou sogra de que a indicação dela não é boa?

Discutir com elas não é o melhor caminho, você já sabe. Faça o contrário. Em vez de criticar a indicação, elogie o médico que você escolheu. Digam que foram muito bem recebidos, que ele foi atencioso, ultrapassou às suas expectativas… E não prolongue o assunto.

O QUE OBSERVAR E QUAIS PERGUNTAS FAZER QUANDO CONHECER O PEDIATRA

Veja se o ambiente é aprazível, se há brinquedos e livros infantis, se a secretária é atenciosa (lembrando que será ela quem vai encontrar horários quando você precisar com urgência). Depois, anote quanto tempo você esperou para ser atendido. Com criança, não dá para ficar muito tempo na sala de espera. Na consulta, veja quais são as preferências do médico e certifique-se de que ele tem paciência, gosta de trabalhar com crianças, sabe ouvir e explicar de forma simples. E faça todas as perguntas que tiver. Aqui, algumas sugestões:

•Ele atende em hospitais? Quais?
•Pode acompanhar o parto e estar na maternidade?
•A agenda dele coincide com a sua? Cheque em quais dias da semana ele atende no consultório e pergunte sobre o atendimento nos fins de semana.
•Ele responde perguntas por e-mail?
•Você e ele têm opiniões em comum sobre amamentação, circuncisão, imunização, medicina alternativa?
• Quem vai substituí-lo nas férias?

Fonte: Revista Crescer.

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