Como cuidar do meio ambiente na sua cozinha

14 passos – e mais de 40 ideias – para você transformar de vez o cantinho mais gostoso (e disputado!) da casa em um espaço sustentável também

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1. PLÁSTICOS, VIDROS E METAL

Antes de colocá-los para reciclar, você pode transformá-los em brinquedos ecológicos com seu filho. Que tal montar um carrinho com caixas de fósforos e tampinhas de refrigerante? Vidros, como os de palmito e maionese, podem servir para compotas. O pote de sorvete abrigaria brinquedos ou lápis de cor e canetinhas.

As famílias brasileiras produzem 115 mil toneladas de lixo por dia – e 30% dele podem ser reciclados, desde que estejam limpos. Lave em água corrente. O gasto para lavar um copo de iogurte é bem menor do que o necessário para produzir outro. Evite a embalagem de isopor. Apesar de reciclável, não tem valor de mercado e dificilmente é recolhido por cooperativas.

2. LIXO ORGÂNICO

Acredite, ele pode ter outra utilidade. Monte uma pequena composteira em casa. Em um balde com furo na base, intercale camadas de terra e folhas com restos de alimentos. Tampe. Use o líquido que vai escorrer desse buraco para regar plantas, ele funciona como fertilizante. Mexa a cada 15 dias e em três meses terá adubo natural.

O óleo pode ter outro destino. Um litro dele polui mais de 20 mil litros de água. Algumas redes de supermercados e instituições têm postos de coletas e outras até recolhem nas casas.

3. SUPERMERCADO

Dê preferência aos produtos que causaram menos impacto ao planeta para serem produzidos. Isso mostra que você incentiva as empresas a investir na produção responsável. Procure embalagens de material reciclado ou com selos que informam quais produtos respeitaram as leis ambientais e de trabalho. O FSC é usado em madeiras ou papéis que não vieram de árvores desmatadas e sim plantadas com manejo sustentável, certificadas pelo Conselho Brasileiro de Manejo Florestal. O IBD (Instituto Biodinâmico) atesta produtos orgânicos de qualidade. Procure por esse selo na hora da compra de sucos e outros alimentos, como frutas, verduras e legumes. Algumas embalagens têm um aviso sobre neutralização das emissões de carbono. E se você for ao mercado mais próximo da sua casa, gasta menos combustível e, assim, deixa de poluir o ar.

4. TALOS E CASCAS

Eles podem ter mais nutrientes que a polpa das frutas e as folhagens das verduras. As da cenoura, por exemplo, têm mais proteínas e vitamina C do que o próprio alimento. Acrescente a casca do pepino, rica em potássio e fibras, à salada. A da beterraba e as folhas e talos do brócolis deixam a massa da panqueca mais saudável e colorida. Faça um doce com a parte branca da melancia. Se você aproveitar tudo, os gastos nas compras podem diminuir em até quatro vezes.

5. PRODUTOS REGIONAIS

Quanto mais próximo de sua casa for a origem dos alimentos, mais ecológicos eles são, pois precisam de menos combustíveis fósseis para o transporte, geralmente feito por caminhões a diesel. Veja pela internet ou com vizinhos se algum produtor entrega em sua casa. Outra opção é descobrir nas feiras livres quem tem produção própria. Dê preferência aos alimentos da estação, que são encontrados em maior quantidade e, assim, são mais frescos e baratos.

6. SACOLINHAS

Todo mundo já sabe que as sacolas plásticas são vilãs do meio ambiente. Mesmo assim, no Brasil, em apenas um mês, cada pessoa pega 66 sacos plásticos. Entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacos e sacolas plásticos são consumidos no mundo em um ano. Prefira levar uma sacola retornável (as famosas e pops ecobags) ou usar caixas para transportar as compras, algo mais prático para quem tem carro. Se tiver de usar os sacos, encha o máximo que puder.

7. LANCHE DA ESCOLA (leve também ao trabalho)

Não embrulhe o lanche em papel-alumínio ou papel-filme, materiais não recicláveis. Use potes de plástico sem bisfenol A, uma substância nociva para o organismo, ou os de número 5 (você lê isso no fundo da embalagem). Quando sobrar um tempo, prepare pães e biscoitos caseiros (que podem ser armazenados por 15 dias). Ponha frutas fáceis de comer, como uva e tangerina. Mande sucos caseiros em garrafa plástica ou de alumínio retornável. Maçã e melão são as que mantêm as propriedades das vitaminas mesmo algumas horas depois de prontos. Se optar por uma bebida preparada, prefira as que vêm em latas de alumínio.

8. ÁGUA

Dois minutos de água escorrendo ralo abaixo significam 13,5 litros desperdiçados. Por isso, não deixar a torneira ligada à toa é coisa que seu filho deve aprender assistindo a um adulto da casa fazer isso sempre. Você tem duas opções: ou ensaboa tudo ou começa a lavar a louça a partir dos objetos mais limpos. E enxague tudo junto apesar de a criança adorar ficar com a mão na água, sugira que ela participe de outra forma. Legumes, frutas e verduras devem ser lavados de uma só vez.

9. HORTA

Não seria ótimo ter sempre temperos fresquinhos? Além do seu filho se tornar um ótimo jardineiro, isso vai virar um estímulo para ele comer! Dá para fazer uma horta até na varanda – se o espaço receber sol ao menos por meio período do dia. Comece pelas mudas de temperos, como manjericão e salsa, fáceis de manter. Além dos tradicionais vasos de cerâmica, você pode plantar em qualquer tipo de embalagem plástica. Basta fazer um furo central embaixo. Outra opção é combinar com amigos de plantar diferentes tipos e trocar entre si.

10. LUZ NATURAL

Café da manhã de luz acesa não precisa, não é? Para o restante do dia, instale lâmpadas fluorescentes, que duram mais, gastam menos e podem ser recicladas. Refeições com a família toda também são uma economia. Assim a luz fica acesa por um determinado período apenas, e você não precisa usar mais de uma vez o fogão, o micro-ondas, a lava-louças e o forno elétrico, por exemplo.

11. ELETRODOMÉSTICOS

A geladeira é o item que mais gasta energia. Por isso repita sem parar a recomendação de sempre: ninguém na sua casa precisa pensar no que comer com a porta dela aberta. Para gastar menos energia, posicione a geladeira em um lugar arejado, longe do fogão e distante da parede. Para o congelador economizar energia ele precisa estar cheio. Se você não tem essa opção, coloque caixas de papelão, que vão dar o mesmo efeito. Com o micro-ondas o cuidado é outro. É melhor mantê-lo desligado. A energia que o reloginho do aparelho gasta é maior do que a usada para esquentar alimentos. Se for aquecer comida para muitas pessoas, que leva mais tempo, prefira usar o fogão. Quando for trocar a geladeira ou o fogão, procure pelos selos que mostram a eficiência energética, o Procel e o Conpet.

12. ESTERILIZAÇÃO DE MAMADEIRAS

Se as mamadeiras do seu filho são de plástico polipropileno (identificado com um 5 dentro de um triângulo), esterilizá-la no micro-ondas poupa energia e recursos naturais. Mas se elas forem do tipo policarbonato (de número 7, que tem bisfenol A), a esterilização deve ser feita em uma panela com água fervente. Use uma grande para esterilizar o maior número possível de objetos ao mesmo tempo. Depois, lave em água corrente e seque bem.

13. LIMPEZA

As dicas da vovó ainda valem. Uma colher de vinagre diluída em um litro de água desengordura superfícies e limpa azulejos. O cheiro some em instantes. Bicarbonato de sódio dissolvido em água também limpa panelas manchadas. Basta colocá-lo na panela e levá-la ao fogo até ferver. Se tiver tempo, reaproveite os pedaços que sobraram do sabão de coco. Derreta em banho-maria com um punhado de água e vinagre e ponha em uma vasilha até endurecer. Em tese, todos os detergentes no Brasil devem ser biodegradáveis. Certifique-se lendo o rótulo. Já existem opções de produtos de limpeza sem derivados de petróleo, que não apresentam riscos ao meio ambiente. Como são caros, compre quando possível. Os concentrados, que precisam ser diluídos em água, têm vantagem por economizar embalagem.

14. COZINHAR EM CASA

Detalhes fazem a diferença quando pensamos em sustentabilidade no preparo das refeições. Tampar as panelas acelera o cozimento e, claro, economiza gás. Quando preparar alimentos duros, como batatas, deixe de molho por dez minutos antes de acender o fogo e baixe assim que a água começar a ferver. Deixe de molho também os grãos, como feijão e grão-de-bico. O forno consome uma quantia de gás equivalente a três bocas do fogão, independente do que estiver dentro dele. Sempre que puder, coloque mais de um alimento lá. Ao assar um frango, coloque os legumes para fazer uma salada na prateleira de baixo. Panelas de fundo reforçado ou de vidro retêm mais calor e podem terminar o cozimento mesmo depois que o forno estiver desligado. Com o arroz funciona muito bem. Assim que a água começar a ferver, desligue o fogo, e o arroz continuará a cozinhar enquanto estiver na água. Reaproveite a água do cozimento. A da beterraba pode ser utilizada para preparar gelatinas vermelhas com mais nutrientes. Com a que cozinhou ovos, regue plantas ou use no arroz. Ela é rica em cálcio.

Fonte: Revista Crescer.

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