casamento_filhos_postDepois que o filho nasce, obviamente, a vida muda – e muito. Nos primeiros meses, é natural que a atenção da mãe esteja totalmente voltada para o bebê. O que significa que muitas coisas ficam em segundo, terceiro, quarto plano… E entre elas está o relacionamento do casal. Como manter a cumplicidade do casal após o nascimento do bebê?
 

“Alguns homens acabam se sentindo excluídos ou pressionados demais pelo papel de provedor e se afastam da mulher nesse momento, quando deveria ser o contrário”
psicóloga Ana Cássia Maturano.

Mas é claro que a “culpa” não é só deles. “Na mulher, o sentimento da maternidade já começa a aflorar durante a gravidez. Ela sente o bebê crescer e se mexer dentro dela. Para o homem, entretanto,  o filho que acaba de nascer ainda não é um amigo íntimo, eles ainda precisam se conhecer ”, diz Ana Cássia. E se a nova mãe não deixar que ele se envolva no processo, participando os cuidados com o bebê, por exemplo, a tendência é que a cumplicidade entre o dois diminua. Como evitar que isso aconteça?
Para começar, é preciso entender que o bebê, obviamente, precisa do foco total da mãe, digamos assim, nos primeiros meses. E o cansaço é tão grande no começo que, nas poucas horas vagas, ela só vai pensar em dormir. Então, esse distanciamento inicial faz parte. “Isso não quer dizer que a presença do pai não seja importante. A função dele é cuidar do resto para que a mulher se sinta segura para desempenhar seu novo papel”, afirma a psicóloga. Traduzindo, ele pode se responsabilizar por detalhes como as compras do supermercado, o jantar, a organização da casa, entre outros. E, claro, ainda participar no dia a dia do bebê. Essa divisão de tarefas, desde já, é a melhor maneira de começar uma nova parceria – agora em prol do filho.

Opiniões contrárias
A chegada do bebê pode trazer à tona algumas diferenças que existiam entre o casal, mas que não haviam percebido até então. Às vezes, coisas simples como a escolha da cor com que pintar o quarto do filho podem causar brigas. “O jeito é conversar para chegar a um denominador comum. Palpites incomodam, mas saber ouvir a opinião do outro é fundamental. O filho é dos dois, afinal”, reflete Ana Cássia.

Outro sentimento bastante frequente nessa fase é o ciúme. Ele aparece principalmente se a mulher tem o hábito de cuidar do marido como filho. Como agora ela só tem olhos para o bebê, o pai se ressente. Caso vocês passem por isso, que tal aproveitar a oportunidade para mudar de atitude? “Essa consciência de que as coisas não serão mais as mesmas faz parte do amadurecimento do casal”, conclui a psicóloga. Assim como ficar atento para que o bebê não tome mais espaço do que o necessário. Dormir no quarto dos pais durante os primeiros seis meses de vida para facilitar a amamentação, como recomenda a Organização Mundial da Saúde, por exemplo, não precisa se tornar um hábito para a vida inteira. Pois, à medida que o filho cresce, a mulher pode – e deve, pela saúde mental dela e da criança – retornar a seus antigos papéis: esposa, filha, amiga, profissional, etc.

A boa notícia é que, embora o primeiro ano de vida da criança seja cansativo para os pais, essa fase passa rápido. “Se achar que está demorando demais, não precisa ter vergonha de buscar ajuda de um profissional”, sugere Ana Cássia. E lembrem-se sempre que o bebê veio para unir o casal – e não dividir. Pois é a prova concreta do amor de vocês.

Fonte: Natura mamãe e bebê

 

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