orto

   O bruxismo envolve estímulos fisiológicos com movimentos que imitam o ato da mastigação sendo necessário ao crescimento e desenvolvimento normal dos arcos dentais.

    Crianças em fase de troca de dentição costumam apresentar bruxismo, sendo este normal e transitório. Nesta fase ocorre uma mudança na oclusão dos dentes fazendo com que a criança tente encontrar uma posição mais confortável para morder, o que leva a apertar os dentes.

    O bruxismo se torna patológico quando começa a interferir na rotina normal da criança, ou seja, as dores de cabeça atrapalham as atividades, a musculatura da face se torna hipertônica e há desgaste dental severo. Neste caso, podemos associar o seu desenvolvimento a 3 causas principais: origem local, sistêmica e psicológica.

    Origem local quando existe algum problema oclusal  (mordida);

    Origem sistêmica são casos onde a criança possui doença respiratória, doenças gastrointestinais, distúrbios de sono;

    Origem psicológica são casos onde a criança se encontra com alguma alteração na sua rotina normal, ou mesmo está passando por crises de ansiedade.

    O tratamento em crianças é mais difícil, pois o paciente se encontra em fase de crescimento e a placa intraoral, que normalmente é usada no tratamento de adultos pode acabar interferindo neste crescimento. Outra questão do uso da placa em crianças seria o afogamento, pois a criança pode retirar a placa durante o sono e acabar causando um acidente.

    Portanto o plano de tratamento deve buscar a redução da tensão física, muscular e psicológica, tratamento dos sinais e sintomas e minimização de interferências oclusais. Mas antes de iniciar o tratamento é necessário realizar um diagnóstico completo do paciente, para que se consiga buscar a causa do hábito, nas somente suas consequências.

    Além disso, podemos utilizar terapias alternativas como fisioterapia, acupuntura e homeopatia. Sendo os tratamentos não invasivos os mais indicados.

   A orientação aos pais consiste em uma etapa muito importante para esse hábito, o incentivo à pratica esportiva, redução de alimentos estimulantes, como café, chocolates e refrigerantes entre outros fatores que possam reduzir a ansiedade da criança, lembrando que cada criança reage de uma forma para uma mesma situação, ou seja o que é fator de ansiedade para uma criança pode não ser a outra.

     Dra Adenise Bulgarelli de Castro – CRO 14381PR    

      Odontopediatra

     Clinica Life Center Pediatria – 3353 4433

     www.odontopediatracuritiba.com.br

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