Açúcar para o bebê, doces para as crianças… e o diabetes rondando

O Diabetes está na lista das 5 doenças com maiores índices de mortalidade no mundo todo.

Costuma atacar de formas diferentes, e por motivos diferentes, de grávidas a crianças, adultos e idosos.

Porém, seus sintomas costumam ser semelhantes, levando ao excesso de açúcar, ou glicose, no sangue.

Em tempos não tão longínquos, maiores de 30, 40 anos, apareciam como portadores exclusivos de uma das manifestações da doença, o diabetes Tipo 2.

Em crianças e adolescentes, detectava-se com maior frequência o  diabetes mellitus insulino-dependente ou diabetes infantil.

Atualmente, a preocupação com o crescimento do diabetes vem crescendo em todo planeta, especialmente porque os hábitos alimentares das crianças produz novos números todos os dias.

O diabetes tipo 2 não é mais doença de gente grande.

A ingestão contínua e progressiva de açúcar por bebês antes de 2 anos, e crianças de todas as idades, leva-nos rumo a uma nova desordem mundial.

A boa notícia é que podemos lançar mão da prevenção para a diabete tipo 2, o que é quase impossível em se tratando da diabete tipo 1, a Infantil, que necessita muito da insulina injetável.

Nessa, células do pâncreas, produtoras de insulina, são destruídas pelo próprio sistema de defesa do portador, devido a fatores genéticos.

Já a tipo 2, é fruto de sedentarismo, obesidade e oferta de alimentos inadequados, associados a genética e tudo o mais.

Nada que não se possa mudar com um pouco de boa vontade… e antes que seja tarde.

Sintomas e Sinais clássicos da doença

Sede excessiva

Aumento do volume da urina

Aumento no número de micções

Surgimento do hábito de urinar à noite

Fadiga, fraqueza, tonturas e possíveis desmaios

Visão borrada

Aumento de apetite

Perda de peso

Pode acontecer do diabetes estar rondando por aí, e não ser percebido.

Há casos de crianças que possuiam doenças de infância, como otites recorrentes, camuflando a doença.

Exames de glicemia junto ao pediatra podem ser úteis, em casos em que o açúcar está sempre no topo do cardápio, e em que a criança parece acima do peso, ou muito abaixo.

Prevenção

Os cuidados com a alimentação do bebê são primordiais para que o problema fique sempre o mais longe possível.

Procure iniciar a alimentação complementar corretamente, oferecendo frutas, legumes, verduras, grãos, sementes e tudo o que é saudável.

Controle sua vontade de colocar açúcar em tudo, para que o bebê aceite melhor a papinha de frutas, ou até mesmo a papinha salgada.

Prefira os alimentos caseiros, sem uso de temperos ou nitratos.

Evite farinhas industrializadas para fazer mingau, e produtos lácteos como os  “queijos petit suisse”, que possuem muito açúcar refinado entre seus ingredientes.

Não ofereça leite integral ao bebê menor de 1 ano. Geralmente, com esse tipo de alimento vai mais um tanto de açúcar, colocado pelo produtor, ou pela mamãe para que o bebê aceite melhor a mamadeira.

E além de açúcar, vai ainda mais uma quantidade significativa de gordura saturada do próprio leite da vaca.

 

 

INSULINA

No final do século 19, foi descoberta a insulina, um peptídeo produzido pelo pâncreas, capaz de controlar a glicemia sanguínea.

No ínicio de 1921, a insulina foi, pela primeira vez, isolada e utilizada para tratamento de um doente.

Em 1922, uma mãe desesperada levou sua filha, a pequena Elizabeth Hughes, até o médico Frederick Banting, que realizava pesquisas com o hormônio. A menina estava muito magra, e apresentava fraqueza extrema.

O médico iniciou tratamento com insulina, a menina se recuperou, e logo uma indústria farmacêutica tratou de patentear e produzir grandes quantidades do que foi considerado na época uma grande revolução em termos de medicina.

Alimentação para equilibrar os níveis de açúcar no organismo

Nossos filhos são do mundo, mesmo que não gostemos muito disso.

Logo, por mais que cuidemos de tudo o que se refere ás crianças, elas seguem seus caminhos, e topam com doces e guloseimas.

Quando não por si mesmas, sempre tem alguém oferecendo uma balinha, um pirulito, um doce… para agradar.

Um amigo sempre dizia que seria bom se as pessoas mais velhas procurassem agradar crianças presenteando com um livro infantil.

Então, o jeito é cuidar para equilibrar esses excessos. Porque é o doce ofertado por terceiros, por primeiros (os próprios pais), pela escola, embutidos nos produtos alimentícios, etc.

O consumo excessivo de açucar refinado prejudica a absorção de minerais importantes como o cálcio, tão necessário para dentes e ossos fortes.

Para rebater, experimente:

Cebola

Além de fazer chorar, ela ajuda a reduzir sensivelmente os níveis de açúcar no sangue.

O primeiro estudo cientifico sobre a cebola a produção e liberação de insulina, foi realizado na década de 1920.

Brócolis, grãos integrais, levedo de cerveja, cevada, ervilha e outros alimentos ricos em Cromo costumam normalizar as taxas de açúcar no sangue. Se estiverem altas, caem, se estiverem baixas, sobem, e permanecem no limite adequado.

No Iraque, a cevada é utilizada como remédio para diabetes.

Cravo e Canela

O antigo costume árabe de colocar um pouco de cada sobre certos doces não é só para enfeitar ou incrementar o sabor.

Na verdade, servia para controlar os índices de açúcar no sangue. Mais a canela, que é muito útil em casos de diabetes tipo 2.

Legumes

Devem ser consumidos á vontade, assim como as fibras.

Aveia é boa pedida para a diabete tipo 2. Peça sugestões á nutricionista.

E mais:

Antioxidantes como abacate, manjericão, peixes, melancia, semente de gergelim, gengibre, manjerona, soja, sementes de girassol, alho e grande parte dos alimentos que contêm vitaminas E e C auxiliam no combate ao colesterol e, na seqüência,  no controle do diabetes.

Na Índia e em Israel, sementes de feno-grego são utilizadas para nivelar o açúcar do sangue, melhorar a tolerância á glicose e diminuir o colesterol ruim.

Esta erva pode ser encontrada em casas de produtos naturais e farmácias de manipulação. Peça orientação ao farmacêutico responsável sobre o uso com crianças.

 

Ginástica é bom em qualquer idade, principalmente para crianças que não possuem capacidade motora e precisam de uma forcinha, seja com fisioterapia, seja com exercícios simples e corriqueiros.

Bom não só por reduzir as taxas de triglicérides, mesmo nos magrinhos, mas também por ajudar a queimar excessos desnecessários.

Outros tantos:

O professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, Fernando de Oliveira, e a pesquisadora do Embrapa, Maria Lúcia Saito, pesquisaram 17 plantas brasileiras utilizadas em tratamentos para diabetes.

Está aqui: Alguns vegetais brasileiros empregados no tratamento da diabetes

Entre as citadas estão: agrião, carqueja, alcaçuz, estévia, sálvia e a já comentada cebola, com explicações mais científicas de pesquisadores nacionais e internacionais.

 

 

Se seu filho tem diabetes, ou você conhece alguém que tenha, procure uma associação como a Pró-Crianças e Jovens Diabéticos (ONG-JD)

que criou o Projeto ZELOUS, para uso do celular em monitoramento com crianças diabéticas do tipo 1.

O sistema, que ainda está em fase de testes, deve começar a funcionar no início de 2011.

 

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