Alunos lançaram um foguete na Trilhas. Assista!
Vamos todos prestigiar este momento histórico na Trilhas: o lançamento de um foguete!
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Assista!
CRIANÇA NÃO SABE BRINCAR
POR ROSELY SAYÃO
Eles valorizam mais o brinquedo do que a brincadeira porque só aprenderam a consumir as coisas.
O que é mais importante para as crianças: o ato de brincar ou o brinquedo em si? Num mundo que privilegia o consumo, a resposta imediata poderia ser a de que elas querem brincar, mas, para isso, dependem dos brinquedos.
Pode ser verdade: a todo momento elas pedem brinquedos. Têm montes deles e, mesmo assim, querem mais, mais, sempre mais.
E nós, de bom grado, sempre que possível oferecemos a elas esses mimos. Ah! Como é gostoso ver a cara de felicidade do filho, sobrinho ou neto quando ganha aquele brinquedo que tanto queria.
Brinquedo esse, aliás, que de forma direta e indireta se insinua na vida dos pequenos de todos os modos.
Ora porque, por ser a sensação do momento, todo mundo tem e fala sobre ele, ora porque foi visto na vitrine de um shopping e a criança passa a imaginar que a vida sem aquilo não tem a menor graça.
Mas vamos observar uma criança que já tem muitos brinquedos no momento em que ganha mais um, justamente o desejado do momento. Assim que abre o pacote, é só alegria. Quanto dura a experimentação do brinquedo, a descoberta do que ele pode oferecer, o foco só nele?
Quem já se deu ao trabalho de observar, sabe: o intervalo de tempo entre ganhar o brinquedo e abandoná-lo para fazer outra coisa é pequeno. Muito pequeno. Nada proporcional ao tamanho do desejo de possuí-lo manifestado antes. Alguém discorda?
Considerando isso, voltemos à pergunta inaugural de nossa conversa de hoje. Talvez a resposta agora possa ser outra, bem diferente: a criança dá valor mais ao brinquedo do que à brincadeira porque não sabe brincar. Criança não sabe brincar?!?
Veja o que me contaram duas mães cujos filhos têm quatro e seis anos. O primeiro, um menino, foi transferido de uma escola de educação infantil em que o aluno só brincava na hora do recreio (à semelhança do ensino fundamental) para uma em que o aluno brinca o tempo todo. Os recursos usados nessa escola para o brincar são diversos, inclusive a sucata doméstica, que os pais levam para a escola toda a semana.
Dois meses depois de o garoto ser transferido, um drama passou a ocorrer: ele tem crises de choro sempre que a mãe leva sucata para a escola. Ele quer ficar com o lixo, a mãe não entende o porquê. A resposta é simples: ele aprendeu a brincar com esse material. Agora, valoriza mais o brincar do que os brinquedos.
A história da outra mãe é semelhante: matriculou a filha de seis anos em um ateliê que coloca as crianças para trabalhar com sucata de todos os tipos. Resultado: agora, em casa, a menina ignora os brinquedos e recolhe a sucata da família para brincar.
Aí está: as crianças do século 21 valorizam mais o brinquedo do que a brincadeira por dois motivos principais. Conhecemos o primeiro deles, mas nem sempre damos a devida importância: as crianças de hoje são as crianças do consumo. Elas consomem os brinquedos, apenas isso.
O segundo motivo também não costumamos valorizar: o fato de a criança não saber brincar por não ter oportunidade para isso. Roubamos das crianças sua infância e, sem infância, como brincar? Elas costumam ter o tempo todo tomado por compromissos, programas de lazer, são pressionadas o tempo todo pelos pais.
Vamos reconhecer: sem tempo livre para nada fazer e com o direcionamento direto de adultos, as crianças nunca aprenderão a brincar. É essa a vida que desejamos para elas?
FONTE: Instituto Alana
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Eles valorizam mais o brinquedo do que a brincadeira porque só aprenderam a consumir as coisas.
O que é mais importante para as crianças: o ato de brincar ou o brinquedo em si? Num mundo que privilegia o consumo, a resposta imediata poderia ser a de que elas querem brincar, mas, para isso, dependem [...]
PALESTRA PARA EDUCADORES
Quando eles aprendem a aprender…
Um estudo mostra que aos 16 meses, seu filho já capaz de aprender com a experiência. Confira
Com 16 meses, seu filho já é capaz de aprender com a experiência! Essa foi a conclusão de um estudo da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos. Os cientistas observaram a reação de bebês entre 8 e 16 meses durante a exibição de sequências de imagens coloridas. A cada sequência, uma imagem era incluída no final. Todas as crianças noataram as mudanças e passaram a prestar mais atenção no término das sequências.
Para testar a transferência desse conhecimento para outras situações, os bebês ouviram sequências de sons. Da mesma forma, novos sons foram adicionados no final. Apenas os bebês com 16 meses prestaram mais atenção nos finais das sequências auditivas. Para Antônio Carlos de Faria, neurologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe (PR), esse é mais um marco no desenvolvimento infantil. “É quando as crianças aprendem a aprender”, diz.
FONTE: Revista Crescer
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Com 16 meses, seu filho já é capaz de aprender com a experiência! Essa foi a conclusão de um estudo da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos. Os cientistas observaram a reação de bebês entre 8 e 16 meses [...]
Você cuida da sua alimentação?
O número de pessoas consideradas obesas no Ceará ultrapassa a média nacional. O consumo de cereais importantes para a nutrição vem diminuindo. Na mesma leva, há um aumento do consumo de produtos industrializados e a falta de exercícios físicos.
Giovana Marques, de 8 anos, bem poderia ser aquela criança da propaganda, em que um garotinho faz escândalo no supermercado pedindo brócolis. Quando a Giovana nasceu, a preocupação da mãe foi de mudar os hábitos alimentares de toda a família. A garotinha era a primeira e, até agora, única filha da economista Marta Melo, de 47 anos. Mãe de primeira viagem, Marta queria passar bons exemplos à menina.
Pelo portão de casa, passava somente alimentação saudável: primordialmente frutas, legumes e hortaliças orgânicos. Nada de chocolate e refrigerante. A criança deveria acompanhar os bons ensinamentos vistos em casa.
“Sempre gostei de alimentação saudável. Depois do nascimento dela, aumentei o consumo. Claro, ela pode comer, de vez em quando, as guloseimas infantis”, analisa a mãe. A família de Marta é exceção. Em pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde neste ano, intitulada Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), os resultados surpreendem. O levantamento com 54.339 adultos, residentes nas 26 capitais e no Distrito Federal, apontou que Fortaleza é a segunda capital do Brasil com o maior número de obesos.
“Estamos passando por uma transição nutricional. É a mudança do perfil alimentar da população brasileira. Antes, o problema do Brasil era desnutrição. Agora é obesidade”, determina a professora do curso de Nutrição da Universidade Estadual do Ceará (Uece) Marlene Marques Ávila.
Segundo dados da pesquisa, ao considerar o Índice de Massa Corporal (relação entre massa corporal e altura), 18,2% dos residentes na capital cearense são considerados obesos. Dentre as cidades pesquisadas, Fortaleza só tem menor percentual de população obesa do que Cuiabá (MT), com 18,7%. A média nacional de população obesa é de 15%. Se forem somadas as pessoas com sobrepeso, o número ultrapassa 30%.
As mudanças das práticas alimentares significam que o brasileiro está consumindo mais alimentos ricos em gorduras saturadas e açúcares. Ao mesmo tempo, segundo Marlene Marques, as pesquisas mostram uma larga redução no cardápio de cereais, como ao arroz, o feijão. “Não houve uma diminuição de frutas e verduras. O que o brasileiro não tem e nunca teve é um consumo suficiente”, aponta a nutricionista.
Desnutrição
Hoje temos, no Brasil, apenas 6% da população com desnutrição, de acordo com Armênia Uchoa, professora do curso de Nutrição da Universidade de Fortaleza (Unifor). “Por um lado, isso é muito bom. A desnutrição é uma doença familiar. E houve uma redução significativa da prevalência no Ceará”, coloca.
Nas últimas duas décadas, o Brasil vem passando por uma transição epidemiológica e nutricional. Aliados a esses fatores, a professora aponta o aumento da renda familiar, a presença do saneamento básico, a escolaridade, o aumento das políticas públicas voltadas para a família como pontos positivos e que não devem ser descartados. São todos avanços muito importantes. O problema, segundo ela, é a substituição de refeições por alimentos industrializados.
Por quê
ENTENDA A NOTÍCIA
Especialistas apontam que a quantidade de pessoas obesas cresceu no Brasil, e especificamente no Ceará nas últimas três décadas devido à falta de exercícios físicos e à alimentação inadequada. O consumo de alimentos industrializados, calóricos e gordurosos, é uma das causas.
FONTE: O POVO
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Giovana Marques, de 8 anos, bem poderia ser aquela criança da propaganda, em que um garotinho faz [...]


