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Curau: um mingau que aquece a alma
As quitandas e quitutes feitos de milho são muito apreciados no meu estado, Minas Gerais. E, muito embora as inúmeras receitas com esse grão sejam mais destacadas na época das festas juninas, no sudoeste de Minas a época do milho vai de novembro até fevereiro. Em Passos, por exemplo, em que mora minha mãe, dona Basília, todos se esmeram em preparar pratos feitos de milho, porque é agora que eles ficam mais consistentes e saborosos. “Milho fora do tempo é aguado, sem graça”, diz minha mãe. Na cidade dos meus pais, é vendido um sorvete delicioso de milho verde, perto da praça da igreja matriz.
E entre as tradicionais receitas de milho da região Sudeste do país encontra-se o curau, uma espécie de mingau à base de milho verde ralado, leite e açúcar, servido quente ou frio. É o puro creme do milho, como diz o jargão do vendedor. Também é chamado de mingau de milho verde ou corá.
Alguns o polvilham com canela, mas minha mãe não costuma colocar. Eu e minha filha Luiza, de seis anos, adoramos todas as receitas que vem do milho. Nesse mês ela está de férias na casa da avó e pergunta quase todo dia se tem espigas para fazer o mingau. Mas gosta dele somente quentinho. Quando percebe que está quase pronto, senta-se à mesa e fica esperando seu prato fumegante.
A fixação dela por curau me faz lembrar a infância, quando morava em São Paulo e passava as férias na casa das minhas tias mineiras. Em cada fazenda ou casa de cidade em que ficava hospedada, sempre saía do fogão à lenha um curau quentinho, tentador. Uma das minhas tias, Luzia, que mora no Grotão, um belo vale próximo à Represa de Furnas, sabendo da minha preferência pelo mingau, já me esperava com uma panela no fogão, mexendo sempre aquele creme, que viria à mesa num generoso prato fundo, pronto para aquecer minha alma.
Curau
Receita: Basília Maria Augusta Chaves, mãe de Guta Chaves
Rendimento: 4 pratos
Ingredientes
3 espigas de milho verde
1 litro de leite (ou o quanto baste)
2 xícaras (café) de açúcar (ou a gosto)
Canela em pó a gosto (se desejar)
Modo de fazer
1. Retire as cascas, lave as espigas e raspe para retirar os grãos.
2. Bata o milho no liquidificador com um pouco do leite e coe na peneira fina.
3. Leve ao fogo numa panela, coloque açúcar e mexa em volta, com colher de pau. Quando começar a engrossar, acrescente leite quente aos poucos até cozinhar bem e ganhar consistência de mingau grosso, mexendo sempre, senão embola. Sirva quente ou frio. Se gostar, polvilhe com canela em pó.
FONTE: Comida IG
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Milho: coma até a espiga!
Canjica, curau, bolo cremoso… As festas juninas acontecem junto com a colheita do milho. Confira receitas e bom arraiá!

A temperatura vai caindo, mês de maio chegando ao fim e logo muitos balões coloridos vão subir pelos ares. Quem gosta das animadas festas juninas já pode se preparar. O mês é de quadrilha e de muita brincadeira. E mais: de pipoca estourando, milho cozido, bolo de fubá, enfim, receitas que nunca podem faltar. Pudera, é época de milho! Dá até para sentir o cheirinho no ar.
O milho é um ingrediente originário das Américas, usado no Brasil pelos índios muito antes de Cabral aportar por aqui. Nossos povos nativos já faziam pamonhas e mingaus com ele. Mas quem incrementou as receitas com leite e começou a preparar bolos foram as portuguesas.
O livro Açúcar, de Gilberto Freyre, revela as receitas doces das tradicionais famílias nordestinas da região da Zona da Mata, lugar em que se produzia a cana-de-açúcar. Ele mostra que desde a época dos senhores de engenho se faz bolos de fubá, que nada mais é do que o grão de milho triturado bem fino.
Os quitutes ficaram ainda mais populares com as investidas dos bandeirantes Brasil adentro, que chegou ao interior de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, no século XVII. Como o milho era fácil de cultivar, eles plantavam roças durante o caminho para garantir a sobrevivência, e os grãos amarelinhos ganharam espaço no Sudeste. Por esse motivo, o historiador Sérgio Buarque de Holanda costumava chamar a região de “uma civilização do milho”.
Já que o momento é de festa — e de muito milho! – que tal investir em receitas tradicionais com um toque especial? A canjica de Ana Luiza Trajano, do restaurante Brasil a Gosto, em São Paulo, leva rapadura e gengibre, ingrediente que há muito perfuma os arraiais de junho. Sua “sinfonia de milho” tem também curau, espécie de mingau de milho muito típico do interior de São Paulo e de Minas Gerais, e o tentador bolo de milho cremoso. O trio de sobremesas faz parte do “cardápio paulista”, servido em seu restaurante até julho.
Outra receita que não pode faltar nas noites de fogueira e luar é bolo de fubá. Um doce que adoro, mas que muitas vezes fica esfarelado e seco. Por isso, recomendo a versão com goiabada do restaurante e empório Lá da Venda, na Vila Madalena, em São Paulo. A receita, um angu terminado no forno, é da avó da Heloísa Bacellar, a chef da casa, e fica ainda mais tentador com cubinhos de goiabada. Ela avisa: “dá para fazer com bananada, queijo-de-minas meia cura ou banana nanica polvilhada com açúcar e canela”,
A Helô me contou que em junho vai ter arraial na venda. Com esse bolo, cuscuz paulista, pamonha com queijo canastra e mais uma porção de coisas gostosas. Eita mês danado de bom, sô!
Sinfonia de milho: canjica com rapadura e gengibre, curau e bolo de milho cremoso
Receitas da chef Ana Luiza Trajano, do Brasil a Gosto, em São Paulo, SP
Rendimento: 5 porções
Ingredientes
Para a canjica:
300g de rapadura
500g de canjica
1 litro de leite
10g de canela
5g de cravo
10ml de gengibre ralado, misturado a um pouco de água
Para o curau:
50g de açúcar
2 kg de milho
3 litros de leite integral
50g de açúcar cristal
Para o bolo cremoso:
300g de milho
100ml de leite de coco
100ml de leite
4 ovos
80g de requeijão cremoso
150g de açúcar
40g de manteiga
20g de farinha de trigo
30g de fermento
Modo de preparo
Preparo da canjica:
Deixe a canjica de molho de um dia para o outro. Em seguida, cozinhe a canjica no leite, misturada à rapadura, ao cravo, e à canela, até ficar macia. Na hora de servir, acrescente o gengibre.
Preparo do curau:
Rale o milho e junto com os demais ingredientes bata no liquidificador. Passe por uma peneira fina e leve ao fogo baixo, sem parar de mexer, até atingir a consistência desejada. Sirva com açúcar cristal e gratine por cima.
Preparo do bolo cremoso
Bata todos os ingredientes no liquidificador, coloque em forma untada. Asse em forno pré-aquecido a 180º C, por 30 minutos.
Bolo de fubá e goiabada
Receita de Heloísa Bacellar, do Lá na Venda, em São Paulo, SP
Tempo de preparo: 1 hora e 30 minutos, mais pelo menos 1 hora para esfriar
Ingredientes
2 xícaras de fubá
2 xícaras de leite
2 xícaras de açúcar
1/2 xícara de óleo vegetal
50g de manteiga
1 colher (chá) de sal
4 ovos
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 1/2 xícara de cubinhos de 1 cm de goiabada
Manteiga para untar
Fubá para polvilhar
Modo de preparo
Coloque o fubá, o leite, o açúcar, o óleo, a manteiga e o sal numa panela média, aqueça, sempre mexendo, deixe no fogo por uns 10 minutos, até a massa ferver e engrossar e o fundo da panela aparecer. Retire do fogo e deixe amornar por uns 15 minutos.
Aqueça o forno a 200 ºC (médio-alto). Unte com manteiga e polvilhe com fubá uma assadeira grande, ou uma forma grande para pudim. Quebre os ovos, coloque as gemas numa tigelinha e as claras na tigela da batedeira. Bata as claras em neve até conseguir picos firmes.
Quando a massa amornar, junte as gemas e o fermento e, em seguida, com uma espátula e muita delicadeza, incorpore as claras. Despeje metade da massa na forma, espalhe por cima metade da goiabada, cubra com o restante da massa e termine com a goiabada.
Asse o bolo por uns 40 minutos, até que esteja crescido, bem dourado e firme (ao enfiar um palito no centro, ele deverá sair limpo). Deixe o bolo esfriar, desenforme sobre um prato raso e sirva em fatias.
FONTE: Comida IG
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28 de maio: Dia do Brincar!
Na última semana do mês de maio, a brincadeira esteve ainda mais presente no dia a dia da Trilhas, em comemoração ao Dia Internacional do Brincar: 28 de maio.
Esta data foi estabelecida em 1990, durante uma conferência da International Toy Library Association, ITLA (Associação Internacional de Brinquedotecas). Para o ITLA, a razão de promover o Dia do Brincar é enfatizar a importância das brincadeiras para todas as pessoas, especialmente para as crianças. Ao brincar, os pequenos aprendem a falar, fazer amigos e ainda se exercitam. Também começam a desenvolver habilidades, como concentração, imaginação, auto-expressão, além de adquirir conhecimento. Outro aspecto importante sobre o brincar é que as brincadeiras colocam as pessoas em contato, promovem a interação.
Pelo pátio, pelo bosque, nas salas de aula e no auditório, as brincadeiras deixaram nossa semana mais divertida! Com o objetivo de valorizar ainda mais a diversão, a fantasia, o contato com as pessoas e a interação mediada pela brincadeira, a Trilhas desenvolveu atividades especiais entre os dias 23 e 27 de maio, como o Dia do Cabelo Maluco, Dia do Pijama, Dia do Ridículo, Dia do Maluco e uma Festa a Fantasia.
A brincadeira na prática pedagógica
A importância de valorizar as brincadeiras e os momentos de brincar durante o processo de aprendizagem são temáticas sempre presentes na formação continuada dos professores da Trilhas. Mensalmente, a equipe participa de oficinas com o arte-educador Nélio Spréa, Mestre em Educação pela UFPR, com formação em Música pela FAP, produtor cultural e pesquisador interessado em explorar o universo das brincadeiras infantis e sua importância na formação social dos sujeitos.
Em 2010, Nélio realizou o documentário “Brincantes”, fruto de uma extensa pesquisa realizada em escolas públicas com crianças de 3 a 11 anos, durante os intervalos de recreio. O documentário observa a prática das brincadeiras, dá voz às crianças e privilegia o seu argumento. Para Nélio, o que se espera com o documentário (disponível para empréstimo na Biblioteca da Trilhas) é que a comunidade escolar reconheça a si própria não apenas pelas suas normas ou pelo seu currículo oficial, mas também pela cultura produzida e experimentada cotidianamente pela sua comunidade, da qual as crianças são parte essencial.
Na entrevista abaixo, Nélio conta um pouco a respeito do seu trabalho e sua percepção sobre a importância da brincadeira estar presente na vida das crianças.
O brincar na poesia de Manoel de Barros
Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu no Beco da Marinha, beira do Rio Cuiabá, no Estado de Mato Grosso, em 1916. Publicou seu primeiro livro em 1937, mas o reconhecimento do público aconteceu nos anos 80. Manoel de Barros sempre manifestou sua identificação com a infância e costuma relacionar o fazer do poeta e o fazer da criança. Para ele, se a palavra é a matéria-prima de que dispõe o poeta para sua criação, considera que também a criança se utiliza da linguagem para recriar e transfigurar a realidade.
“Com certeza, a liberdade e a poesia a gente aprende com as crianças”, Manoel de BarrosCom 95 anos, cerca de 20 livros publicados, consagrado por diversos prêmios literários, é atualmente o escritor brasileiro que mais vende no gênero poesia. Um dia Manoel escreveu: “Noventa por cento do que escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira”. Esta frase inspirou o título do filme “Só dez por cento é mentira”, uma biografia inventada que alterna sequências de entrevistas inéditas do escritor, versos de sua obra e depoimentos de leitores ‘contagiados’ por sua literatura.
Aqui na Trilhas, quando se fala em Manoel de Barros, as pessoas vão logo dizendo: fala com a Silvia Pandini! Contagiada pela literatura de Manoel, nossa assessora pedagógica é fã incondicional do poeta e topou fazer uma leitura de poemas do livro Memórias Inventadas, em homenagem ao Dia do Brincar. Ouça aqui:
Diversão e aprendizagem na internet!
Que tal reservar um tempo para navegar com seu filho por sites divertidos, que promovem a aprendizagem e resgatam nossa cultura?
Museu dos Brinquedos: Vale a pena visitar, tem várias dicas para fazer brinquedos divertidos, história dos brinquedos, letras de canções clássicas.
Brincadeiras tradicionais para as crianças: um espaço super bacana proposto pela Revista Cláudia para dialogar sobre as brincadeiras tradicionais.
Divertudo: destaque para o baú das brincadeiras, com jogos online!!
Brinquedoteca: site da Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos, com lista de brinquedos, brincadeiras e uma midiateca, com textos, musicas e audiovisuais.
Mapa do brincar: Brincadeiras de todo o Brasil!
Brinquedos Raros: Para relembrar a infância dos adultos!
Quem quer brincar? Projeto de extensão da UFRGS.
Sociedade Brasileira de Cardiologia e FUNCOR: Jogos e manuais para jogar online: Jogo do Coração, Come Come, projeta seu coração e outros.
DETRAN: Jogos relacionados a educação no trânsito.
Programa Salto para o Futuro: Textos sobre o tema, jogos e brincadeiras, desafios e descobertas.
Portal do Professor: Sugestões de aula, classificação de brincadeiras e muitos outros recursos!
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Esta data foi estabelecida em 1990, durante uma conferência da International Toy Library Association, ITLA (Associação Internacional de Brinquedotecas). Para o ITLA, a razão de promover o [...]
Tempo seco: atenção com a saúde das crianças
A partir de maio, a umidade relativa do ar tende a cair com mais frequência. Esse alerta, da Secretaria de Estado de São Paulo, mostra que é preciso ficar atento com a saúde da família toda em regiões de tempo seco. A consequência desse clima pode provocar ardência e ressecamento dos olhos, boca e nariz e, principalmente, doenças respiratórias – o que se agrava ainda mais se a criança é alérgica. Esses são alguns sinais de que o organismo está sentindo o ressecamento do ar.
“Atualmente, uma em cada cinco crianças têm algum tipo de alergia, e, quando o tempo fica seco, as alérgicas, que têm rinite ou asma, por exemplo, são as que mais sofrem com os desconfortos respiratórios”, diz Cid Pinheiro, coordenador de equipe de pediatria do Hospital São Luiz e professor-assistente do departamento de pediatria da Faculdade de Medicina da Santa Casa. Tosse, coceira no nariz (em crianças menores pode até ocorrer casos de sangramento nasal), espirros, garganta seca e falta de ar são as manifestações respiratórias mais comuns”, diz.
Para evitar ou minimizar esses problemas, é preciso alguns cuidados. Em primeiro lugar, fique atento com a hidratação das crianças. É fundamental oferecer bastante líquido. Água, sucos, água de coco e chás são boas opções. Mas alguns alimentos são também importantes. De acordo com Milton Mizumoto, nutrólogo da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), frutas ricas em líquidos, como melão e melancia, devem fazer parte do cardápio. Laranjas e outras que têm vitamina C são aliadas para reduzir as crises de rinite, mais frequentes com a baixa umidade. Alguns alimentos, no entanto, devem ficar longe do cardápio de filhos e pais, caso das frituras e industrializados. Abuse dos legumes e verduras no preparo da comida das crianças. Se o bebê mama apenas no peito, convém oferecê-lo mais vezes.
Outra dica é colocar soluções fisiológicas no nariz da criança e fazer inalações somente com soro para aliviar o desconforto respiratório. Se a irritação for nos olhos, vale pingar algumas gotas de soro e fazer uma limpeza para umidificar o local. Em casa, a higiene do ambiente com pano úmido no chão e nos móveis é fundamental para eliminar o acúmulo de poeira e evitar crises de alergia. Também é importante manter os ambientes arejados, seja com umidifcadores (em perfeito estado), toalhas molhadas ou baldes de água (longe do alcance das crianças).
A pele também merece atenção especial neste período. Evite banhos com água muito quente, que provocam o ressecamento da pele, e verfique com o pediatra do seu filho se é caso de ele usar um creme hidratante.
Hora de procurar o médico
Se a tosse da criança vier acompanhada de febre e falta de ar, é preciso consultar o especialista imediatamente, porque o ressecamento das vias aéreas pode provocar crises de alergia, como asma, por exemplo. O mesmo procedimento deve ser feito caso os olhos da criança permaneçam irritados por mais de três dias, mesmo depois da higienização com o soro.
FONTE: Revista Crescer
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